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DATA ESPECIAL

Páscoa é motivo de reencontros e religiosidade em Santa Cruz

Entre as atividades religiosas esteve o culto especial da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Fotos: Rodrigo Assmann

O domingo de Páscoa, tradicionalmente voltado à reunião familiar, é também o momento de reafirmação da fé para milhares de fiéis. No âmbito religioso, a data celebra a ressurreição de Cristo, acontecimento central do cristianismo que, 2 mil anos depois, segue orientando a vida espiritual e o cotidiano dos cidadãos, como se viu nas celebrações especiais que marcaram a data em Santa Cruz do Sul e nos municípios vizinhos.

Com esse enfoque, o padre Edson Pereira, reitor do Seminário São João Batista, presidiu a missa matinal no Mosteiro da Santíssima Trindade, em Linha Travessa. “A partir da ressurreição, traçamos um direcionamento da vida espiritual de cada fiel, de acordo com a realidade em que Deus encontra cada um – com suas dores, alegrias e desconfortos”, destacou o religioso.

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Para o padre, a ressurreição ocorre simbolicamente todos os dias, sempre que o indivíduo se permite o encontro com a espiritualidade. É o caso de Fabiane Maria Lemes, moradora de Linha Travessa há 26 anos. Frequentadora das atividades do Mosteiro, ela faz questão de levar água para ser abençoada e entregue a uma idosa de quem cuida. “Venho sempre para agradecer e para pensar”, resumiu Fabiane. O Mosteiro, mantido por religiosas, é cercado por áreas verdes e silêncio, elementos que convidam à reflexão.

Fabiane: um momento para agradecer

Na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), o pastor Lindomar Raach associou a data à alegria da transformação. Ao traçar uma analogia com o ciclo de vida da lagarta, que rasteja até se tornar borboleta, Raach alertou para a essência da mensagem cristã. “Não precisamos rastejar atrás daquilo que é monetário; podemos ir atrás do que é missionário”, afirmou.

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Famílias aproveitam as datas especiais para promover a união

Os avós Maria Marlene da Rosa dos Santos e Agenor Jandir Pereira dos Santos, casados há 49 anos, exibiam sorrisos largos e olhos brilhantes no Bairro Santa Vitória, em Santa Cruz do Sul. Eles reuniram dois dos três filhos, acompanhados de genros, noras e netos.

Nessas datas, a residência permanece movimentada. O café da manhã transcorre sem pressa, enquanto a roda de chimarrão é constante na área frontal. O ponto alto é o almoço. “Não pode faltar o churrasco e, para os pequenos, o chocolate”, garantiu Maria Marlene. Sobre o terceiro filho, ela aceita a ausência. “É preciso dividir as visitas com a sogra”, ponderou.

Família Santos, no Santa Vitória, troca chocolates e garante almoço e chimarrão

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No Loteamento Viver Bem, Luana Solf também viu a casa encher. Familiares como Dilcianei Franco Lucas, de Pantano Grande, aproveitaram para atualizar as conversas. “É uma data para reunir o pessoal. É bom ter esses momentos, pois ficamos muito tempo sem reencontros. No Natal e na Páscoa, conseguimos essa união”, comemorou.

Ela aproveitou a abertura do comércio local para garantir os ninhos das crianças. “Não podemos deixá-las sem presente. Além disso, muitos solidários vêm ao bairro trazer doações”, ressaltou. Luana utilizou o crédito no mercado da Rua Alecrim, que ainda mantém o tradicional sistema de “caderninho”, para adquirir mantimentos e a cesta de guloseimas que encanta as crianças.

No Viver Bem, Luana (direita) aproveitou o mercadinho e buscou o ninho de Páscoa

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Mensagem do papa

Pela primeira vez desde que se tornou representante máximo da Igreja Católica, o papa Leão XIV presidiu a missa do Domingo de Páscoa, na Praça São Pedro, no Vaticano. Dirigindo-se a milhares de fiéis em todo o planeta, ele encorajou os líderes mundiais a se desarmarem e a buscarem o diálogo para encerrar os conflitos bélicos.

“Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”, disse Leão XIV.

O líder religioso criticou a falta de sensibilidade e a apatia diante do sofrimento alheio. “Estamos nos habituando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos”. Segundo o Vaticano, cerca de 50 mil pessoas assistiram, na Praça São Pedro, à celebração litúrgica de ontem. (Agência Brasil)

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