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ANTIGO SANATÓRIO

História e preservação ambiental: conheça os planos da Sicredi para a área Kaempf

Foto: Banco de Imagens/Gazeta do Sul

“Um parque à disposição da comunidade regional”. Foi com essa expressão que o presidente da Sicredi Vale do Rio Pardo, Heitor Álvaro Petry, sintetizou como deverá ser a área do antigo Sanatório Kaempf e Clínica Vida Nova em um futuro próximo. A propriedade, de 24 hectares e com 109 anos de existência, situada no entroncamento da RSC-287 com a RSC-471, em Santa Cruz do Sul, foi adquirida pela cooperativa em 2025. Desde então, vem sendo debatidas ideias para o futuro do espaço que guarda importante herança histórica.

Em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9 nesta terça-feira, 5, Petry trouxe detalhes sobre os planos da Sicredi para o espaço. O objetivo é transformar o local em um complexo que une educação ambiental, preservação do meio ambiente, fomento à agricultura familiar e representação turística. Em breve, o edital de concorrência para a restauração do prédio principal da área deve ser aberto, restando a definição de detalhes técnicos. Além disso, será iniciado nos próximos dias o cercamento do terreno.

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Petry define o futuro do antigo sanatório como um ponto de investimentos de caráter social, econômico e educativo, bem como de preservação e resgate histórico. “Temos a ambição de tornar este espaço uma imagem bonita para Santa Cruz e para a região. Para quem hoje olha, é degradante a imagem que está ali. Mas queremos fazer um espaço digno, que represente estímulo para o desenvolvimento da região”, projeta.

Projeto apresentado para a área do antigo Sanatório Kaempf

O primeiro piso da estrutura será destinado à instalação do Mercado das Agroindústrias, onde empreendimentos da agricultura familiar poderão expor e vender seus produtos de forma permanente. “É uma forma de incentivar esses que, na agricultura familiar, se dedicaram e estão se dedicando à transformação de produtos, produzindo alimentos de boa qualidade. Diga-se de passagem, nas exposições, as feiras de agroindústrias são sempre as mais frequentadas”, comentou o presidente da Sicredi Vale do Rio Pardo.

Em relação à área de mata nativa na propriedade, Petry afirmou que está sendo feito um levantamento da fauna e flora do local. O trabalho é conduzido pelo professor e engenheiro florestal Jorge Farias, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A partir disso, serão pensadas trilhas e espaços de interação do homem com a natureza.

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Legado histórico

No complexo também estão previstos locais para suporte dos programas sociais da Sicredi Vale do Rio Pardo na área da educação, bem como outros usos da cooperativa. Ainda estão nos planos a instalação de um centro de convenções e, possivelmente, a construção de um novo prédio – uma “provocação”, nas palavras de Heitor Petry, que poderia ser viabilizado através de parcerias.

O presidente da cooperativa também elogiou a estrutura principal. “É um prédio que, na sua estrutura, não precisa de reforma. Ele é muito bem estruturado, muito sólido. Foi feito de pedra-grês, de cima a baixo. Não é cimento armado, como hoje se faz muito. Inclusive, no restauro, nós queremos mostrar traços desta técnica de construção e preservar ao máximo a sua originalidade”. Por outro lado, lamentou que o espaço tenha se tornado, antes da aquisição pela cooperativa, um ponto de vandalismo e uso de drogas.

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Petry também citou a necessidade de desmistificar o significado de um antigo sanatório, por ser um espaço que não deixa boas lembranças. O gestor da Sicredi Vale do Rio Pardo reforça que não se pode ter preconceito, visto que é um local onde mais de 100 mil pessoas foram tratadas. Lembra, inclusive, que no período da colonização, muitos imigrantes encontraram tratamento na Clínica Vida Nova.

“Tem uma história muito rica nesse entorno. É claro que não pretendemos resgatar ações e atividades desta ordem, mas respeito esta história que acolheu e ajudou muitas pessoas. Então, aquele prédio das ‘solitárias’ e das ‘casas leprosas’, pretendemos restaurar para que as pessoas tenham uma ideia de como, de certa forma, isto funcionava – sem preconceito e sem trauma”, recorda.

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Confira a entrevista com Heitor Petry na íntegra

Colaborou Marcio Souza

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