Porto Alegre, quinta-feira, 7, 21 horas. A capital gaúcha estava prestes a enfrentar um vendaval, com rajadas de ventos acima dos 80 quilômetros por hora, resultando em estragos e queda de energia, especialmente na área central.
O caos climático, entretanto, passou despercebido pelas pessoas que estiveram no Espaço Marin, localizado no Bairro Sarandi. Era como se os Deuses do Rock ‘n Roll e do Heavy Metal protegessem seus discípulos que acompanharam a primeira apresentação do Graveyard em solo gaúcho.








Foto: Julian Kober
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Após passar por México, Chile e Argentina, a banda sueca encerra sua turnê latina em terras tupiniquins, iniciando em Porto Alegre, em show promovido pela produtora Xaninho Discos. E o Magazine conferiu a presença inédita da banda no Rio Grande do Sul.
O grupo, liderado por Joakim Nilsson (vocalista e guitarrista), fez sua estreia em 2007, com o lançamento do primeiro álbum, intitulado Graveyard. Contratada pela Nuclear Blast Records, a banda começou a se destacar pela sua sonoridade, que combina diferentes influências musicais, do soul ao blues, passando pelo stoner metal e o hard rock.
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A passagem pela capital gaúcha tem o objetivo de promover o mais recente álbum do grupo, 6, lançado em 2023. No entanto, o repertório reuniu os maiores sucessos do grupo que, juntamente com Joakim, é formado por Jonatan Ramm (guitarra), Truls Mörck (baixista) e Oskar Bergenheim (bateria).
O quarteto subiu ao palco na velocidade máxima ao som de Please Don’t, presente em Peace (2018), provocando a plateia com os vocais e a guitarra. Cold Love, do mesmo álbum, veio na sequência, com refrão sendo entoado pela plateia.
A próxima foi No Good, Mr. Holden, do disco Hisingen Blues, servindo como um momento de respiro após a entrada frenética, mantida com Breath In Breath Out, do 6. Porém, voltaram ao pico com From The Whole in Water, de Innocence & Decadence (2015), e Walk On. Em seguida, a bateria de Oskar anunciava a próxima música, Ain’t Fit to Live Here, abertura do Hisingen Blues, levando todos a pular e cantar o refrão ao lado de Joakim.
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Rampant Field, de 6, rompeu o frenesi com seu ritmo mais lento e introspectivo, fazendo o público embarcar em uma viagem sonora, guiados pelos acordes de Ramm. Foi um momento de respiro essencial: na sequência, Bird of Paradise, An Industry of Murder, Hisingen Blues e Goliath, mais intensas e pesadas, com a plateia batendo cabeça e pulando.
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A primeira parte do show encerrou-se com Uncomfortably Numb, marcada pela letra emocional a respeito do fim de um relacionamento. O momento permitiu ao público, e à banda, recuperar as energias para a próxima etapa, que iniciou com os acordes rápidos de Twice, de 6. O grupo trouxe ao palco a sua primeira canção, Evil Ways, seguida de mais uma balada, Hard Times Lovin’. A nostalgia voltou com Satan’s Finest, do álbum de origem, para o delírio do público.
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O encerramento ficou por conta de The Siren, canção final de Hisingen Blues, mesclando momentos contemplativos e de agitação, com os fãs e o quarteto esgotando, de forma uníssona, o fôlego restante. Chegava ao fim a primeira apresentação do conjunto sueco no Rio Grande do Sul.
Graveyard é um alento para o cenário musical. Em um contexto marcado por bandas mais preocupadas em algoritmos e engajamento virtual, o conjunto destaca-se justamente pela sua essência e originalidade. A mistura de ritmos, as melodias, as letras reflexivas fazem com que seja uma banda marcada por músicas envolventes, capazes de provocar diferentes emoções.
Quem esteve no Espaço Marin na noite de quinta-feira viveu um transe musical. Era como fazer parte de uma tribo envolvida em um ritual artístico único. Resta torcer para que não seja a última vez que o Graveyard venha para o Estado.
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Energia e emoção
Em entrevista ao Magazine, Joakim garantiu que a história do Graveyard em território gaúcho está apenas começando. “Foi o melhor show até agora”, afirmou. Disse ainda que o próximo álbum, ainda sem título, será diferente do que os fãs escutaram até hoje. Já Truls evidenciou a energia do público gaúcho. “Foi incrível, amamos. Amamos vir para o Brasil, é sempre ótimo, é o melhor país para nós na América Latina.” Oskar e Ramm também elogiaram a resposta dos fãs brasileiros. “Vocês são cheios de energia e sentimentos. São uma ótima plateia”, disse o guitarrista.
Repertório
- Please Don’t/Cold Love
- No Good, Mr. Holden
- Breath in Breath Out
- From the Whole in the Water
- Walk On/Ain’t fit to live here
- Rampant Field
- Bird of Paradise
- An Industry of Murder
- Hisingen Blues/Goliath
- Uncomfortably Numb
- Twice/Evil Ways
- Hard Times Lovin’
- Satan’s Finest/The Siren
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