Santa Cruz do Sul avança na implantação do Projeto Vigilância Colaborativa, iniciativa que busca ampliar a segurança pública por meio da instalação de câmeras de monitoramento com participação direta da comunidade e do setor privado.
A proposta foi apresentada nesta semana durante reunião especial na Câmara de Vereadores, com a presença do promotor de Justiça Érico Barin, que detalhou o funcionamento do sistema e respondeu aos questionamentos dos parlamentares.
O principal diferencial do projeto é o modelo colaborativo. A adesão ocorre de forma voluntária por moradores, empresas e entidades, reduzindo a dependência de investimentos exclusivamente públicos.
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Como funciona
O sistema permite a instalação de câmeras em pontos estratégicos da cidade, com as imagens sendo encaminhadas aos órgãos de segurança pública e armazenadas por até sete dias. Segundo Barin, além de auxiliar na investigação e resolução de crimes, o monitoramento também possui efeito preventivo. “A simples presença das câmeras já inibe ações criminosas”, destacou o promotor.
O Ministério Público acompanha a iniciativa desde 2018 e trabalha para ampliar o sistema no município. “Percebemos o potencial dessa tecnologia e trabalhamos para torná-la uma realidade crescente em Santa Cruz”, afirmou.
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A apresentação ocorreu por proposição do líder do governo na Câmara, vereador Edson Azeredo (PL), que ressaltou a importância da participação comunitária. “Santa Cruz já tem um bom nível de segurança, e esse projeto representa uma virada de chave ao chamar empresas e comunidade para fazerem sua parte”, disse.
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Projeto foi debatido na Câmara de Vereadores
Durante o encontro, vereadores apresentaram sugestões para fortalecer a iniciativa. O vereador Professor Cleber (União Brasil) propôs a criação de incentivos fiscais para empresas participantes. Já Rodrigo Rabuske (Republicanos) defendeu a participação das associações de bairros na definição de pontos estratégicos e na manutenção do sistema.
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O vereador Édson Sortica (PL) sugeriu que o monitoramento também contemple áreas rurais do município. Azeredo ainda pediu a instalação de equipamentos no prédio da própria Câmara de Vereadores.
Adesão pode custar cerca de R$ 30 por mês
Segundo os organizadores, uma das vantagens do modelo é o baixo custo de participação. Na modalidade de coparticipação entre quatro vizinhos, o investimento pode ficar em torno de R$ 30 mensais por participante.
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O valor inclui:
- instalação dos equipamentos;
- manutenção;
- captação de imagens;
- armazenamento;
- disponibilização do material para os órgãos de segurança.
Ministério Público destaca que modelo reduz dependência de recursos públicos. Barin reforçou que a proposta foi pensada para minimizar o uso de verba pública, embora investimentos institucionais também sejam possíveis.
Ele citou, inclusive, recursos oriundos de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados pelo Ministério Público, que já permitiram a instalação de equipamentos em escolas do município.
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Como aderir ao projeto
Moradores, empresas e entidades interessados em aderir ao Projeto Vigilância Colaborativa podem buscar informações na Secretaria de Segurança e Trânsito (Sest) e na Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp).
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