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"PHANTOM"

Operação prende 13 suspeitos de estelionato pelo “golpe dos nudes” em Santa Cruz

Foto: Luana Backes

Uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul e da Polícia Penal cumpriu, na manhã desta quinta-feira, 21, 13 mandados de prisão relacionados a uma investigação sobre crimes de estelionato praticados a partir do Presídio Regional de Santa Cruz do Sul.

A ofensiva, denominada Operação Phantom, é coordenada pela Polícia Civil de Carapicuíba, em São Paulo, e apura a atuação de um grupo criminoso envolvido na aplicação do chamado “golpe dos nudes”, modalidade de extorsão e estelionato praticada principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.

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Segundo as investigações, os criminosos utilizavam perfis falsos para iniciar conversas com vítimas, em sua maioria homens, incluindo abordagens direcionadas ao público LGBTQIA+. Após a troca de mensagens e imagens íntimas, os investigados passavam a exigir dinheiro das vítimas mediante ameaças de exposição.

Do total de mandados, 11 foram cumpridos dentro do Presídio Regional de Santa Cruz do Sul, onde os investigados já se encontravam recolhidos. Outros dois alvos foram presos fora da unidade prisional: uma mulher localizada no Bairro Aliança e um homem detido no Bairro Dona Carlota. Ainda foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, sendo seis em Santa Cruz e um em Novo Hamburgo.

Durante a operação, equipes da Polícia Penal realizam buscas nas galerias do presídio em busca de aparelhos celulares utilizados, segundo a investigação, para aplicação dos golpes em vítimas de diferentes estados do país, principalmente em São Paulo.

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Conforme o delegado regional da Polícia Civil, Jader Ribeiro Duarte, a investigação apura uma rede criminosa estruturada que utilizava o sistema prisional como base para a prática dos crimes. “O impacto é grande porque são muitos prejuízos e muitas vítimas envolvidas nessa modalidade criminosa”, afirmou.

A ação contou com apoio de agentes da Delegacia de Polícia local, da Polícia Penal e de policiais civis de São Paulo, que acompanham o cumprimento das ordens judiciais no município.

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Policiais cumpriram mandados no Presídio de Santa Cruz do Sul | Foto: Polícia Civil/Divulgação

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Investigação se baseou em linhas telefônicas

A operação também contou com manifestação do delegado da Polícia Civil de São Paulo, Adair Marques Correa, que destacou a integração entre as forças de segurança dos dois estados no combate aos crimes virtuais praticados a partir do sistema prisional.

Segundo ele, a investigação começou há cerca de dois meses, após a Polícia Civil paulista identificar uma série de tentativas de golpes utilizando indevidamente nomes de delegados, inclusive do delegado-geral de São Paulo. A partir das apurações, os investigadores chegaram a Santa Cruz do Sul e passaram a atuar em conjunto com a Polícia Civil gaúcha.

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Conforme o delegado, os criminosos utilizavam linhas telefônicas e números de WhatsApp com DDDs dos estados onde estavam as vítimas para dar credibilidade aos golpes. Quando os alvos eram de São Paulo, utilizavam números paulistas; no Rio de Janeiro, números fluminenses; e assim sucessivamente.
“Eles criavam perfis falsos em aplicativos de relacionamento e, depois, passavam a se apresentar como policiais, promotores ou juízes para extorquir as vítimas”, explicou.

A investigação também identificou ao menos uma vítima na Argentina, indicando que o grupo atuava inclusive fora do Brasil.

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Ainda conforme Correa, os presos contavam com apoio de familiares fora do presídio para movimentação financeira dos valores obtidos nos golpes. Uma das mulheres presas na operação teria confirmado à polícia que recebia valores provenientes das fraudes praticadas pelo companheiro, detido no presídio.

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Integração entre estados

Já o delegado regional Jader Ribeiro Duarte ressaltou que a operação demonstra a capacidade de integração entre as polícias estaduais e a Polícia Penal no enfrentamento ao crime organizado.

“Os criminosos imaginavam que, atuando de dentro de um presídio no sul do país, aplicando golpes em outros estados e até em outros países, estariam distantes da repressão policial. Essa operação mostra justamente o contrário”, afirmou.

O delegado também destacou que as investigações apontam ligação do grupo não apenas com fraudes virtuais, mas também com atividades relacionadas ao tráfico de drogas comandado de dentro do sistema prisional.

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