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AGRICULTURA

Por Dentro da Safra: semana começou com ato em Santa Cruz

Olá, pessoal! Tudo bem? Iniciamos esta semana com neblina baixa na manhã de segunda-feira, 25, e a previsão já era de chuva na parte da tarde, o que se confirmou. Por aqui, na propriedade, ficamos satisfeitos com essa chuva, pois ela garante umidade para os pastos e para as culturas de inverno, que estão nas lavouras. Por esses dias, aplicamos ureia na adubação verde, e a precipitação de segunda favoreceu que ela derretesse e assim pudesse ser plenamente absorvida pelas raízes. Com isso, a massa verde garantirá uma excelente palhada, sobre a qual faremos o plantio do tabaco da próxima safra.

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Foto: Giovane Luis Weber/Divulgação

Segunda teve um ato em Santa Cruz

Se a segunda-feira teve cerração, e depois chuva, também começou com manifestação de agricultores no centro de Santa Cruz do Sul, para chamar a atenção em torno da forma como ocorre, até o momento, a comercialização do tabaco na safra 2025/26. Um grande número de produtores de vários municípios compareceu ao ato, que teve a concentração junto ao pórtico do Parque da Oktoberfest, e de lá com caminhada até o centro da cidade e depois retornando ao mesmo local. A foto acima mostra os manifestantes na frente da Catedral São João Batista, na área central. Desde a primeira hora da manhã, eu acompanhei esse movimento, ouvindo produtores e repercutindo as suas falas pelas redes sociais.

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Por uma classificação que seja justa

Foto: Giovane Luis Weber/Divulgação

Entre os produtores com os quais conversei segunda-feira estava Odélio Inácio Assmann, de Passo do Sobrado, que participou da manifestação com um cartaz no qual estava escrito: “Não Queremos Privilégios, Somente Classificação Justa”, como se pode ver na foto ao lado. De maneira ordeira, ele expunha ali a sua opinião sobre a forma como a comercialização da safra de tabaco vem ocorrendo nas últimas semanas, com média de preços muito inferior à que estava sendo praticada em janeiro, fevereiro e março.

Há produtores que hoje recebem menos de R$ 300,00 por arroba, o que significa de R$ 50,00 a R$ 70,00 a menos por arroba em relação a produtores que venderam no início do ano. Por aí se pode ter noção de quanto dinheiro a menos entra nos bolsos desses agricultores, e, logo, que deixa de circular na economia das regiões. Os depoimentos são de que as indústrias estão fazendo um preço médio pelo tabaco, praticamente sem prestar atenção à qualidade das folhas, e inclusive com produto de melhor qualidade agora sendo remunerado a valor bem inferior ao de tabaco de qualidade inferior no início do ano. Como os produtores vão compreender algo assim? Se a situação agora está complicada, é certo que será preciso planejar com muita seriedade a próxima safra, para não incorrer em algo semelhante.

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