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ESQUEMA CRIMINOSO

Seis pessoas são indiciadas após investigação de “golpe dos nudes” em Venâncio Aires

Foto: Albus Produtora

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre um caso de extorsão praticada por meio do conhecido golpe dos “nudes” e indiciou seis pessoas por participação no esquema criminoso em Venâncio Aires.

O caso começou a ser apurado após a denúncia de uma vítima que passou a ser alvo de extorsão depois de manter contato com um perfil feminino em uma rede social. Após a troca de mensagens e imagens íntimas, ela começou a receber contatos de pessoas que se apresentavam como familiares da suposta jovem e até mesmo como autoridade policial, exigindo pagamentos sob ameaças de exposição pública e responsabilização criminal.

Durante a investigação, os autores alegavam que a jovem seria menor de idade e, posteriormente, afirmaram que ela teria atentado contra a própria vida em razão dos fatos. Com isso, passaram a exigir valores para custear tratamentos médicos, despesas psicológicas e até funerárias. Sob intensa pressão psicológica e temor das ameaças, a vítima realizou sucessivas transferências bancárias, acumulando prejuízo aproximado de R$ 114 mil.

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Ao longo das diligências, foram realizadas quebras de sigilo bancário e análises financeiras que permitiram identificar as contas destinatárias dos valores transferidos. Os dados obtidos demonstraram que os recursos foram distribuídos entre diversas contas bancárias vinculadas às investigadas, que receberam diretamente parte dos valores obtidos por meio da extorsão.

O trabalho policial também revelou que todas as investigadas possuíam vínculo com pessoas recolhidas ao sistema prisional, na condição de visitantes ou familiares. De acordo com os indícios reunidos, elas teriam cedido dados pessoais e contas bancárias para os responsáveis pela aplicação do golpe, permitindo o recebimento e a movimentação dos valores obtidos de forma criminosa.

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Essa circunstância motivou o indiciamento das investigadas por participação no delito de extorsão, uma vez que forneceram suporte financeiro considerado indispensável para a consumação do crime.

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Segundo a Polícia Civil, a utilização de contas de terceiros é uma estratégia recorrente em organizações criminosas voltadas à prática de golpes virtuais, dificultando a identificação dos responsáveis pelos contatos e ameaças às vítimas. A análise dos fluxos financeiros demonstrou que as titulares das contas atuaram como beneficiárias diretas ou intermediárias dos valores extorquidos.

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O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Segundo o delegado Guilherme Dill, “golpes de extorsão praticados por meios digitais causam severos danos financeiros e emocionais às vítimas. A identificação das pessoas que disponibilizam contas bancárias e dados pessoais para viabilizar o recebimento dos valores é fundamental para desarticular esse tipo de esquema criminoso e responsabilizar todos os envolvidos na cadeia delitiva”.

A Polícia Civil reforça a orientação para que vítimas de golpes virtuais não realizem pagamentos sob ameaça e procurem imediatamente uma unidade policial para registrar a ocorrência e adotar as medidas cabíveis.

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