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OPINIÃO

Marcos Rivelino: “Boa parcela da má partida do Brasil eu coloco na conta do aspecto mental”

Brasil e Marrocos ficaram no empate na estreia

Confesso que não tenho grandes expectativas com nossa Seleção por vários motivos, mas me assustei com o nível de “nervosismo” na estreia contra Marrocos. O Brasil tem média de idade e experiência dentro do normal, com exceção de Endrick e outros estreantes, como Douglas Santos, Ibañez e Igor Thiago. Os demais já têm estofo para encarar com naturalidade esse tal “nervosismo”.

Mesmo assim, boa parcela da má partida eu coloco na conta do aspecto mental, o gatilho principal. Marquinhos e Gabriel Magalhães na dupla de zaga pareciam dois adolescentes, Ibañez na lateral me deu pena, Casemiro, Guimarães, Lucas Paquetá e Raphinha foram ridículos. Vale o mesmo para Igor Thiago.

Além disso

O Brasil enfrentou um bom time, atrevido, organizado e longe de assustado. Marrocos merece o respeito conquistado no Mundial do Catar. Mesmo assim, o Brasil poderia ter jogado mais, mas falhou na zaga, no meio e no ataque. Time lento, amarrado e confuso, com a responsabilidade de Ancelotti inclusa nisso. A Copa é uma questão de evolução e o Brasil terá que buscar isso, sob pena de voltar pra casa mais cedo.

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Nem 8, nem 80

Entendo que a decepção com o Brasil é natural. Somos exclusivamente pentacampeões mundiais, por isso alimentamos boas expectativas. Quando isso não acontece, as críticas vêm do mesmo tamanho, mas também tivemos outras decepções com Espanha, Suíça, Equador e Uruguai. O futebol se expandiu pelo planeta. Com algumas exceções, não existe mais o “jogo jogado”, inclusive para o futebol sul-americano.

Primeiro lugar

O Galo recebe o Gramadense e, em caso de vitória, terá o direito de jogar nos Plátanos a volta da semifinal contra Bagé ou Guarany. Em Farroupilha, Mateus Patolino entrou bem, com Adriel na esquerda e a saída de Luan Nazário. Com a volta de Mazia, o time ganha um atacante de área e poder ofensivo, desde que tenha equilíbrio na equipe. A meta agora é ser o primeiro, para fugir do Brasil de Pelotas.

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