Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

TCE: É DA SUA CONTA!

Padrão Fifa para a democracia

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Neste 2026, o Brasil vive dois eventos que, à primeira vista, pouco têm a ver um com o outro: a Copa do Mundo e as eleições. Engano. Raramente dois fenômenos se articulam tão bem para nos lembrar do que está em jogo.

Treze anos atrás, em junho de 2013, com estádios reluzentes sendo erguidos pelo país para sediar o Mundial de 2014, os brasileiros foram às ruas com um recado poderoso: queremos hospitais, escolas, transporte público e combate à corrupção no mesmo padrão. Queremos padrão Fifa para a vida real. A então presidente não sobreviveu politicamente ao abismo entre o espetáculo e a realidade. A democracia, porém, sobreviveu – e isso merece celebração, não complacência.

LEIA TAMBÉM: Eventos climáticos e a Defesa Civil

Publicidade

Manter um regime democrático em um país de tantas contradições não é pouca coisa. E parte essencial desse regime são os Tribunais de Contas, cortes republicanas por excelência, cuja missão é fiscalizar o uso do dinheiro público – aquele que sai do suor de cada brasileiro e deveria voltar como serviço de qualidade. Não por acaso, a maioria dos ministros e conselheiros dessas Cortes percorreu mandatos eletivos antes de chegar lá. São agentes que um dia foram escolhidos pelo povo.

O controle, portanto, tem raízes fincadas nas urnas e aí que mora um nó em razão de uma falsa dicotomia que por vezes opõe o técnico ao político, como se fossem figuras incompatíveis. Não são. Todo ser humano é simultaneamente técnico e político. Tem saberes, e tem valores. Escolhe meios, e escolhe fins. Fingir que existe o gestor puro, imune ao mundo das ideias e dos interesses, é apenas uma forma elegante de esconder as escolhas que se faz.

LEIA TAMBÉM: O Brasil pode dar certo – e Sobral já descobriu o caminho

Publicidade

O senso comum trata política como sinônimo de malandragem, como um universo à parte, sujo. Esse desprezo tem um custo altíssimo: afasta pessoas sérias, competentes e comprometidas de uma missão que é a de gerir o bem comum. Quando a política se esvazia de gente boa, perdemos todos.

Por isso, a Copa pode esperar. O candidato, não. Pesquise a ficha, analise o histórico, exija coerência. O voto consciente não é detalhe de última hora. É o padrão Fifa que a democracia merece. E quem sabe, além de votar bem, cada um de nós pense também em servir – inclusive pela via da política. O bem comum não se faz sozinho.

LEIA MAIS DA COLUNA TCE ESCLARECE

Publicidade

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.