O Vale do Rio Pardo está entre as regiões contempladas pelo maior projeto de expansão da história da Sulgás. Com investimento de quase R$ 164 milhões, a companhia pretende ampliar a rede de distribuição de gás natural e levar o serviço para Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul, além de outros municípios dos vales do Taquari e do Rio Pardo.
O empreendimento prevê a implantação de aproximadamente 190 quilômetros de gasodutos. A obra vai permitir a integração de nove municípios à rede de distribuição: Triunfo, São Jerônimo, Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Estrela, Taquari, Venâncio Aires, Lajeado e Santa Cruz do Sul. Parte dessas cidades ainda não conta com fornecimento canalizado de gás natural.
De acordo com o cronograma divulgado pela empresa, os trabalhos devem iniciar em novembro e serão executados em etapas ao longo de um período estimado entre sete e dez anos.
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O plano já obteve o aval da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e aguarda a deliberação final da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs). A confirmação do plano foi considerada um avanço, sobretudo diante do investimento e do retorno que isso pode proporcionar.
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Ligação com o Vale do Rio Pardo

A chegada do gás natural ao Vale do Rio Pardo está prevista para a segunda e a terceira fases do projeto. A etapa intermediária vai conectar Triunfo ao distrito de Mariante, em Venâncio Aires. Este trecho é considerado um dos mais complexos da expansão, já que exigirá travessias dos rios Jacuí e Taquari.
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A previsão é de que os dutos passem pelo leito dos rios, solução que ainda dependerá dos estudos técnicos e dos processos de licenciamento necessários para a execução da obra.
Na sequência, a rede será estendida de Mariante até Lajeado e Santa Cruz do Sul, permitindo que o gás natural alcance importantes polos industriais e comerciais das duas regiões.
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Obra será dividida em fases
A primeira fase prevê a ampliação da infraestrutura entre Triunfo, Charqueadas e São Jerônimo. Neste trecho inicial, será implantado um gasoduto de cerca de 10 quilômetros até São Jerônimo. Também está prevista a ampliação da rede já existente em Triunfo, com o objetivo de criar rotas alternativas de abastecimento e aumentar a segurança operacional do sistema.
Segundo a Sulgás, a expansão busca ampliar a oferta de gás natural em regiões que concentram atividades industriais, comerciais e de serviços, além de fortalecer a infraestrutura energética em áreas que enfrentam processo de recuperação econômica após os impactos das enchentes registradas no Estado nos últimos anos.
Com a conclusão do projeto, Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul passarão a integrar a malha de distribuição de gás natural canalizado do Rio Grande do Sul.
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Entenda
A Sulgás é uma empresa privada responsável pela distribuição de gás natural canalizado no Rio Grande do Sul. Atende os segmentos industrial, veicular, comercial, residencial e de geração de energia. A organização participa há mais de 30 anos do crescimento do Estado. Criada em 1993, iniciou a comercialização do combustível em 2000, com a conclusão do gasoduto Bolívia-Brasil. Em 2022, foi privatizada e deu início a um processo de transformação visando a excelência em sua atuação, com estratégias voltadas ao cenário atual e futuro do Estado.
O gás natural é uma fonte de energia fóssil, depositada há milhões de anos em grandes profundidades na terra. É resultado da decomposição de matéria orgânica. O combustível pode estar ou não associado ao petróleo. Conforme a companhia, ele tem vantagens ambientais: reduz emissões de partículas, elimina o tratamento de resíduos da queima e não requer tratamento dos gases de combustão. Além disso, dispensa a manipulação de produtos químicos perigosos.
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Com ampla versatilidade, o gás natural consolida-se como alternativa energética nos segmentos residencial, comercial, industrial e de transportes. O insumo atende desde demandas cotidianas – como o funcionamento de fogões, aquecedores de água e sistemas de climatização em casas, condomínios e hotéis – até operações complexas no ecossistema corporativo e fabril, onde alimenta caldeiras, geradores elétricos, estufas e maquinários de força motriz. No setor de mobilidade, o combustível ganha espaço ao substituir o óleo diesel, a gasolina e o etanol no abastecimento de automóveis, ônibus e caminhões.
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