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Assembleia define os cinco projetos regionais da Consulta Popular no Vale do Rio Pardo

Os cinco projetos que vão compor a cédula de votação da Consulta Popular 2026 no Vale do Rio Pardo foram definidos nesta segunda-feira, 29, durante a Assembleia Regional Ampliada do Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale do Rio Pardo (Corede/VRP), realizada na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). A votação popular ocorre entre os dias 20 e 27 de julho.

As propostas escolhidas contemplam áreas de desenvolvimento rural, agricultura, cultura e qualificação profissional. Dos cinco projetos, três serão contemplados com recursos do governo do Estado. O Vale do Rio Pardo terá R$ 2.228.571,43 para dividir entre as iniciativas mais votadas, o que representa cerca de R$ 740 mil para cada projeto.

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O presidente do Corede/VRP, Heitor Álvaro Petry, avaliou de forma positiva o processo de escolha. Segundo ele, a assembleia teve ampla participação e debate entre os representantes da região. “Encerramos com sucesso, dentro de uma assembleia com excelente participação e excelente debate. As decisões tomadas eram próprias do momento, que era exatamente escolher os cinco projetos que vão constar na cédula”, afirmou.

Projetos escolhidos

Na região Centro-Serra, foram eleitos os projetos Manejo e Conservação do Solo e Equipamentos Agrícolas, com 26 votos, e Guias Mirins do Centro-Serra, na área de trabalho e desenvolvimento profissional, com 25 votos.

Já no Baixo Vale do Rio Pardo, o projeto mais votado foi Fortalecer e Fomentar a Produção e Agroindustrialização da Agricultura Familiar do Vale do Rio Pardo, que recebeu 56 votos. Também foram escolhidos o projeto Raízes do Futuro, voltado ao desenvolvimento rural, com 47 votos, e o Programa Água da Fonte – Recuperar e Proteger Nascentes Rurais, Promovendo Segurança Hídrica, com 37 votos.

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Petry destacou que os projetos passam a ter caráter regional. “Não é mais uma visão de microrregião, mas sim enquanto Vale do Rio Pardo. Temos projetos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar, ao resgate das raízes culturais, à proteção das fontes de água, à conservação do solo e ao aperfeiçoamento profissional”, disse.

Novas regras

A Consulta Popular deste ano terá mudanças no processo de votação. A principal delas é o fim da exigência de um percentual mínimo de participação de eleitores para validar o processo. Outra novidade é a utilização da certificação no Gov.br. Além do título de eleitor, os participantes precisarão ter cadastro na plataforma do governo federal para votar.

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Para o presidente do Corede, a nova sistemática pode dificultar a participação de parte da população. “Talvez não tenhamos um número tão expressivo de eleitores participando, mas o processo será qualificado pelo voto direto de cada um”, observou.

Mobilização

Com a definição da cédula, o Corede inicia agora a etapa de mobilização para incentivar a participação popular. Petry destacou que as entidades ligadas aos projetos terão papel importante na divulgação. “É um momento importante para a população entender cada projeto e dar a sua contribuição. A consulta popular é um exercício de cidadania, porque cada pessoa pode ajudar a trazer recursos para a região e escolher o projeto que considera mais importante”, afirmou.

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