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BREU

“É um trabalho contínuo”, afirma delegado sobre operação que prendeu 16 pessoas

Foto: Rodrigo Assmann

Ação liderada pelo Denarc mobilizou mais de 100 agentes e resultou na prisão de 16 investigados

Uma ofensiva da Polícia Civil contra o tráfico de drogas resultou na prisão de 16 investigados na manhã dessa quinta-feira, 9, no Vale do Rio Pardo. Batizada de Operação Breu, a ação teve como principal alvo uma organização criminosa considerada hegemônica no comércio de entorpecentes na região.

Coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), de Porto Alegre, em conjunto com a 16ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (16ª DPRI), a operação mobilizou todas as delegacias de Santa Cruz do Sul e arredores. No total, foram cumpridas mais de 50 medidas cautelares, incluindo 22 ordens de prisão e dezenas de mandados de busca e apreensão.

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Além de Santa Cruz, as diligências ocorreram em Vera Cruz, Rio Pardo, Santa Maria, Montenegro e também na Penitenciária Estadual de Charqueadas, onde foram cumpridos mandados contra três apenados. Somados a esses alvos já recolhidos no sistema prisional, 15 prisões foram efetuadas em Santa Cruz e uma em Santa Maria.

As ordens judiciais em Santa Cruz foram cumpridas nos bairros Bom Jesus, Santuário, Pedreira, Senai, Schulz e Dona Carlota. Mais de cem policiais civis participaram da mobilização, que contou com apoio de um helicóptero. Houve apreensão de celulares, três veículos, uma arma de pressão e 200 quilos de fios.

A ofensiva é resultado de uma investigação iniciada em janeiro de 2025, após uma grande apreensão de drogas em Santa Cruz. Segundo o diretor do Denarc, delegado Carlos Henrique Braga Wendt, a análise do material recolhido na época permitiu identificar ramificações do grupo em diferentes municípios gaúchos.

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“A partir dessa prisão, demos prosseguimento às investigações. Verificamos que havia ramificações em várias cidades do Rio Grande do Sul e, por meio da integração entre as equipes da capital e do interior, conseguimos mapear a atuação desse grupo criminoso e a forma como operava”, explicou.

O diretor frisou que a troca de informações entre o departamento especializado e os agentes locais foi decisiva para obter os elementos que embasaram os pedidos judiciais. “Tivemos um grande êxito. São pessoas que foram retiradas das ruas e isso certamente contribuirá para ampliar a sensação de segurança da população.”

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Carlos Henrique Braga Wendt, delegado diretor do Denarc: “Verificamos que havia ramificações em várias cidades do Rio Grande do Sul e, por meio da integração entre as equipes da capital e do interior, conseguimos mapear a atuação desse grupo criminoso e a forma como operava.”

Segundo o diretor de Investigações do Denarc, delegado Alencar Carraro, os suspeitos ocupavam funções estratégicas. Sem identificar os nomes em razão da legislação, Carraro afirmou que um dos detidos exerce posição de liderança na facção.

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“Pelo menos um deles é uma liderança do primeiro escalão do tráfico de drogas que comanda a região de Santa Cruz e Rio Pardo. Os demais desempenhavam funções importantes na logística, sendo responsáveis pelo transporte dos entorpecentes e pela movimentação financeira do grupo”, detalhou.

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O delegado ressaltou que o golpe representa só uma etapa do trabalho e o material recolhido na operação dessa quinta deverá subsidiar novas fases. ”É um trabalho contínuo.” O objetivo principal, segundo ele, é descapitalizar o crime.

Alencar Carraro, delegado diretor de Investigações do Denarc: “Pelo menos um deles é uma liderança do primeiro escalão do tráfico de drogas que comanda a região de Santa Cruz e Rio Pardo. Os demais desempenhavam funções importantes na logística.”

Conforme o Denarc, durante o período de monitoramento, a organização movimentou aproximadamente 500 quilos de entorpecentes e cerca de R$ 1 milhão em atividades ilegais.

Para o delegado regional Jader Ribeiro Duarte, titular da 16ª DPRI, a articulação entre as equipes foi determinante para o sucesso das prisões. “Estamos muito satisfeitos com o resultado. Principalmente porque foi uma ação realizada sem confrontos, sem feridos e dentro da mais absoluta legalidade, respeitando todos os direitos daqueles que foram conduzidos.”

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Jader Ribeiro Duarte, delegado regional, titular da 16ª DPRI: “Estamos muito satisfeitos com o resultado. Principalmente porque foi uma ação realizada sem confrontos, sem feridos e dentro da mais absoluta legalidade, respeitando todos os direitos daqueles que foram conduzidos.”

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Números

  • 100 policiais
  • 22 mandados de prisão
  • 34 mandados de busca e apreensão
  • 16 presos
  • 3 presos alvo de mandados

Investigações constantes

Entre os presos está um integrante apontado como liderança do primeiro escalão da facção criminosa. Também foram alvos pessoas responsáveis pela logística da organização, incluindo transporte de drogas e movimentação de valores provenientes da atividade ilícita, recebendo e repassando valores, além da companheira de um líder de facção que já está preso.

À Gazeta do Sul, os delegados afirmam que a organização como um todo é alvo de investigações constantes – do campana às pessoas vistas como líderes.

Para saber

  • O Denarc representou por 23 pedidos de prisão e a Justiça decretou 22.
  • Os investigados utilizavam a palavra “breu” como código para se referir à maconha, o que inspirou o nome da operação.
  • Três investigados já estavam recolhidos ao sistema prisional, seguiam atuando nas atividades da facção e também foram alvos de mandados.
  • Uma mulher presa na operação é companheira de um homem apontado como líder de facção, que já está preso.

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