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BALANÇO

Casos de dengue caem em Santa Cruz, mas 100% das confirmações têm transmissão local

Foto: Rafaelly Machado

Santa Cruz do Sul vive, até agora, um cenário bem diferente dos grandes surtos de dengue registrados nos últimos anos. O município contabiliza 28 casos confirmados da doença em 2026, número muito abaixo dos 301 registrados durante todo o ano passado. Apesar da queda, todos os casos identificados neste ano são autóctones, o que significa que a transmissão ocorreu dentro do próprio município.

Os dados do Painel de Dengue do Rio Grande do Sul, atualizado até essa segunda-feira, 10, mostram ainda 549 notificações. Deste total, 518 foram descartadas e três permanecem em investigação. Não há registro de óbito desde o começo do ano.

A incidência está em 23,4 casos por 100 mil habitantes. Mesmo com os indicadores em queda, Santa Cruz do Sul continua classificada como infestada pelo Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

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Queda é expressiva em relação a 2025

O contraste com o ano passado chama a atenção. Em 2025, Santa Cruz teve 2.089 notificações e 301 confirmações. A incidência chegou a 227,6 casos por 100 mil habitantes, quase dez vezes superior à registrada neste ano até o momento.

As 549 notificações de 2026 representam cerca de um quarto do total registrado em 2025. Já os 28 casos confirmados correspondem a pouco mais de 9% do resultado do ano passado.

Município já enfrentou números muito maiores

O cenário atual está distante dos principais períodos de transmissão registrados em Santa Cruz do Sul.

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O pior resultado da série histórica ocorreu em 2021, quando foram contabilizadas 6.563 notificações e 4.847 casos confirmados. Três anos depois, em 2024, o município atingiu o maior número de notificações da série, com 9.453 registros, além de 3.255 confirmações.

Em 2022, foram 3.668 notificações e 1.609 casos confirmados. Já 2023 apresentou uma forte redução, com 1.894 notificações e 113 confirmações.

Adultos concentram maior parte dos casos

O levantamento também permite identificar o perfil das pessoas infectadas neste ano. As mulheres representam a maioria dos casos, com 17 confirmações, ou 60,7% do total. Entre os homens, são 11 registros.

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A faixa etária de 20 a 29 anos concentra o maior número, com oito casos. Pessoas entre 50 e 59 anos aparecem na segunda posição, com sete confirmações.

Também foram registrados quatro casos entre 30 e 39 anos, quatro entre 40 e 49 anos e três entre 10 e 14 anos. As faixas de 60 a 69 e de 70 a 79 anos tiveram um caso cada.

Não houve confirmação entre crianças de até nove anos nem entre pessoas com mais de 80 anos.

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Transmissão ocorre dentro de Santa Cruz

Um dos principais pontos de atenção nos dados deste ano é a origem das infecções. Os 28 casos confirmados são autóctones. Não houve registro de dengue importada.

Na prática, isso significa que o vírus continua circulando no território santa-cruzense. Mesmo com poucos casos em comparação com os anos de grandes surtos, a transmissão local demonstra que o risco permanece.

O inverno costuma reduzir a circulação do mosquito e da doença no Estado. Com a elevação das temperaturas nos próximos meses, porém, as condições podem voltar a favorecer a reprodução do Aedes aegypti.

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