Nesta sexta-feira, 14, o Tribunal do Júri de Vera Cruz absolveu os dois réus acusados pela morte do empresário Gilmar Celmar Timm, de 43 anos. O crime ocorreu em 27 de junho de 2020, no pátio de uma fábrica de barcos, em Linha Ferraz, às margens da RSC-153. O caso teve grande repercussão em Vera Cruz e na região e levou cerca de seis anos para chegar ao julgamento popular.
Gilmar foi morto a tiros junto ao portão da empresa. Conforme a denúncia, ele havia chamado o filho para conversar no local após uma série de desentendimentos entre os dois. A acusação sustentava que, durante o encontro, houve uma luta corporal e que, na sequência, um amigo do filho efetuou disparos contra Gilmar. A sentença de pronúncia apontou que três tiros atingiram a vítima, no rosto, na axila esquerda e na região posterior do tórax, causando uma hemorragia abdominal decorrente de ferimento na aorta.
A investigação teve diferentes etapas, com depoimentos, perícias e análise da dinâmica do crime. Os acusados apresentaram a versão de que Gilmar estaria armado e que os disparos ocorreram durante uma situação de confronto. Durante a instrução judicial, testemunhas também relataram conflitos anteriores envolvendo a vítima e o filho, além de episódios de agressões e ameaças, tanto contra o filho quanto contra a esposa e mãe. A defesa sustentou a ocorrência de legítima defesa, tese que acabou sendo submetida à análise dos jurados.
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No julgamento, a promotora de Justiça Maria Fernanda Cassol Moreira, que representou o Ministério Público, pediu a absolvição dos dois réus durante sua manifestação perante o Conselho de Sentença. A defesa ficou a cargo dos advogados Luiz Carlos Rech e Alexandre Moni, que também sustentaram a absolvição. Ao final da sessão, os jurados decidiram pela absolvição dos dois acusados.
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