A possível regulamentação dos sachês de nicotina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode abrir caminho para uma futura revisão da proibição dos cigarros eletrônicos e de outros dispositivos eletrônicos de fumar (DEFs) no Brasil. A avaliação é do diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edmilson Alves, em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9.
Segundo o dirigente, até o momento, a troca de integrantes da Anvisa não provocou mudanças na posição da agência em relação aos cigarros eletrônicos e ao tabaco aquecido. Para Edmilson Alves, um eventual avanço na regulamentação desses produtos pode representar uma mudança importante no debate sobre os dispositivos eletrônicos de fumar.
“Até o momento, nada se avançou. Inclusive, o projeto de lei que tem no Senado, que faz a regulamentação dos dispositivos eletrônicos de fumar, está lá, ‘dormindo’ na comissão”, pontua o dirigente. Enquanto isso, segundo ele, o consumo desses produtos segue aumentando no Brasil.
“Hoje, já se fala em 7 milhões de consumidores de dispositivos eletrônicos de fumar, tabaco aquecido, sachê de nicotina e o vape que você encontra em cada esquina. Enquanto aumenta o consumo, o Brasil deixa de arrecadar, hoje, R$ 13 bilhões por ano”, explica. Ele aponta a contradição da Anvisa decidir manter a restrição aos produtos. “Que proibição é essa que não surte efeito?”, questiona.
O diretor executivo também chama a atenção para o avanço do mercado ilegal. Na avaliação dele, a manutenção da proibição sem impedir o consumo favorece o contrabando e reduz a arrecadação. A entidade defende que o governo reveja a política para os novos produtos e afirma que a discussão precisa considerar os impactos sobre toda a cadeia do tabaco, incluindo a indústria e o produtor rural.
Ouça a entrevista na íntegra:
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