A comunidade do Distrito de Monte Alverne, interior de Santa Cruz do Sul, reuniu-se em frente à subprefeitura na manhã desta terça-feira, 8, para o recebimento da chama crioula. O símbolo foi conduzido por um grupo de cavalarianos do CTG Recanto Nativo, que saiu na última quinta-feira, 3, para a busca da chama no município de Rio Pardo.
O prefeito Sérgio Moraes prestigiou a chegada junto da comunidade e destacou a crescente participação das famílias de Santa Cruz do Sul nas atividades tradicionalistas. “As cavalgadas estão cada vez mais evoluindo e vejo em todos os CTGs as mulheres e as crianças junto a essas cavalgadas. Isso demonstra o quanto esse grupo é um grupo de respeito, um grupo que tem a homenagem à família”, analisou.
Moraes também defendeu o fortalecimento do tradicionalismo em Santa Cruz do Sul. “Hoje já temos a melhor cancha de rodeios do estado, já temos o maior número de CTGs, já temos o Enart, a Fecars, já temos o Laço de Inverno. Agora, na Semana Farroupilha, está marcado para acontecer mais uma vez o desfile noturno, que teve repercussão nacional. Já somos o berço do tradicionalismo no Rio Grande do Sul. E nós temos que avançar”, destacou.
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O patrão do CTG Recanto Nativo, Geordano Justen, ressaltou a importância da presença do prefeito no encontro e destacou o significado da cavalgada realizada pelo grupo. “Para nós, Sérgio Moraes, é um orgulho imenso tê-lo aqui e ter à frente da Prefeitura de Santa Cruz do Sul um homem que veste bombacha como nós”, afirmou Justen.
O patrão explicou que a jornada também teve como objetivo resgatar e compartilhar parte da história da região. “A gente percorreu cinco municípios, aproximadamente 140 quilômetros, para trazer um pouco da história de Rio Pardo, da Batalha do Barro Vermelho, de tantas outras batalhas que teve no passado, que nossos antepassados fizeram, para trazer um pouquinho dessa história para cá na nossa Semana Farroupilha”.
O vereador Edson Sortica, que acompanhou o cortejo, também fez um pronunciamento durante a recepção da chama. Ele destacou a união do grupo durante os dias de estrada e o significado de conduzir o símbolo até Monte Alverne. “Durante cinco dias, estivemos na estrada. Saímos daqui unidos e voltamos todos unidos. E é isso que nos interessa. Fomos em busca do símbolo máximo do Rio Grande, que é a centelha farroupilha”, afirmou.
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A chama permanecerá em Monte Alverne até o dia 20 de setembro. O encontro contou ainda com declamação de poesias e apresentações de danças gaúchas pelas crianças da comunidade.
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