A Oktoberfest de Santa Cruz do Sul tem como principais fontes de receita o comissionamento sobre a venda de bebidas, os patrocínios e os valores arrecadados com feira, gastronomia e bilheteria. Do outro lado, os maiores gastos estão concentrados na contratação de atrações para os palcos, na divulgação e na estrutura do parque.
As informações foram repassadas pelo presidente da Associação das Entidades Empresariais de Santa Cruz (Assemp), Fábio Borba, durante entrevista para a Rádio Gazeta FM 107,9. Segundo ele, a organização trabalha com um orçamento de aproximadamente R$ 15 milhões para a estrutura e a operação geral da festa. O valor não inclui os custos e contratações da Arena de Shows Nacionais.
Bebidas são principal fonte de receita
O modelo de arrecadação com as cervejarias mudou nos últimos anos. Antes, grandes marcas faziam aportes fixos para participar da Oktoberfest. Em determinados anos, esses valores chegaram a R$ 1,5 milhão.
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Atualmente, com a participação de cervejarias locais, a receita é formada principalmente pelo comissionamento sobre as vendas. A organização recebe um percentual sobre o volume de chope e outras bebidas comercializadas durante a festa.
Os patrocinadores também representam uma parcela importante da arrecadação. Empresas parceiras fazem aportes financeiros para participar do evento e associar suas marcas à programação.
Outra fonte de recursos reúne a locação de espaços da Feirasul, a gastronomia e a venda de ingressos para acesso ao parque. Os espaços internos dos pavilhões destinados à feira e à alimentação já estão totalmente ocupados. Restam áreas externas, que ainda são negociadas com valores promocionais e por meio de permutas.
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Shows e estrutura estão entre os maiores gastos
Entre as principais despesas estão as atrações contratadas para os palcos do parque, sem considerar a Arena de Shows Nacionais. Também entram nessa conta os investimentos em mídia e divulgação e os custos de infraestrutura.
A montagem envolve estruturas, decoração e preparação dos espaços para receber o público. Já a divulgação concentra recursos em campanhas publicitárias e veiculação de mídia antes e durante a festa.
Uma mudança na negociação dos shows nacionais também reduziu o peso dessa área sobre as contas da organização. Em anos anteriores, a Oktoberfest desembolsava mais de R$ 1 milhão para viabilizar a arena, incluindo segurança, limpeza, banheiros químicos e taxas do Ecad. A organização ainda não recebia participação na bilheteria.
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No novo modelo, a Eleven Tickets assumiu esses custos. Com isso, a Oktoberfest deixa de arcar com uma despesa significativa e ainda pode ter participação nos resultados financeiros da arena.
Festa tem custos durante todo o ano
Parte das despesas ocorre mesmo fora do período de realização do evento. A estrutura técnica e de suporte representa um custo fixo de aproximadamente R$ 100 mil por mês.
Entre os serviços está a assessoria jurídica. Conforme Fábio Borba, um escritório permanece de plantão para atender às demandas relacionadas à festa, incluindo questionamentos do Ministério Público e ações civis.
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A gestão financeira busca manter a Oktoberfest próxima do ponto de equilíbrio. O objetivo é que as receitas cubram os custos da edição. Na festa anterior, entretanto, houve saldo positivo de R$ 1,2 milhão.
O resultado pertence integralmente ao município, mas permanece temporariamente no caixa da Assemp até dezembro. Segundo a organização, a reserva é usada para bancar a preparação da edição seguinte até que as novas receitas comecem a entrar.
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