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Problema

Atraso nos repasses reduzem atendimentos de saúde no Estado

No dia 30 de abril, as 245 Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Rio Grande do Sul fecharam quatro meses sem receber recursos de programas específicos. O Governo do Estado não repassa, desde dezembro de 2015, R$ 36 milhões mensais por serviços prestados pela rede. O montante de R$ 144 milhões não repassados já vem reduzindo a estrutura hospitalar e, por consequência, prejudicando o atendimento aos gaúchos.

Uma pesquisa aplicada pela Federação das Santas Casas do RS indica que de janeiro a abril deste ano, 35% dos hospitais já demitiram; 71% estão com honorários médicos atrasados; 43% estão com salários atrasados; 16% reduziram o número de internações e 11% diminuíram os atendimentos ambulatoriais. 

Os exemplos de redução de assistência ou estrutura estão em todas as regiões do Estado. No mês de maio, hospitais dos municípios de Teutônia e Montenegro suspenderam cirurgias e/ou atendimentos especializados. Um hospital da cidade de Agudo deixou de prestar atendimentos em oftalmologia. Em Vacaria, há possibilidade de fechamento de UTI. Na região de Caxias, 9,3 mil atendimentos ambulatoriais deixaram de ser realizados de janeiro a abril deste ano. Em Uruguaiana, 6 mil atendimentos ambulatoriais e 400 internações deixaram de ser realizados. Entre tantos outros exemplos espalhados pelo Estado. 

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Por parte do Governo do Estado não há nenhuma indicação de quando esses valores serão repassados. Em entrevista à Rádio Gazeta na manhã desta segunda-feira, 9, o presidente do Sindicato do Vale do Rio Pardo, Celso Jair dos Santos, afirmou que, em Encruzilhada do Sul, um dos hospitais irá parar de atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por falta de recursos. “Devemos parte do mês de janeiro para os médicos porque o Estado não nos passou as verbas. Também não temos materiais, medicamentos. Está tudo em falta”, lamentou. 

Na tentativa de tentar solucionar o caso, o Hospital Santa Bárbara irá entrar com uma ação judicial contra o Estado pedindo o pagamento dos valores atrasados e um cronograma de pagamento. “Mal ou bem, o governo está recebendo e nós não estamos recebendo nada”, acrescentou. 

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