Em sua manifestação sobre a Operação Ave de Rapina, da Polícia Federal, nesta quarta-feira, 10, o Ministério Público (MP) de Santa Catarina indiciou o empresário Eliseu Kopp, assim como outros suspeitos de envolvimento em um esquema de fraudes em licitações, mas pediu que a prisão dele seja revogada. O dono da Kopp Tecnologia, de Vera Cruz, foi preso no mês passado em sua residência em Santa Cruz do Sul. O MP pediu ainda que a prisão de Fabiano Barreto, funcionário da Kopp, também seja revogada. Já em relação a Décio Stangherlin, gestor da empresa, o MP se manifestou pela manutenção da prisão.
A defesa de Eliseu Kopp já havia ingressado com pedido de revogação da prisão preventiva, alegando não haver elementos suficientes para a manutençao da prisão. O empresário vem sendo mantido no Presídio Regional de Santa Cruz do Sul. Agora caberá a Justiça catarinense decidir sobre o futurto de Kopp. O juiz analisará o pedido defensivo em conjunto com a análise de recebimento da denúncia. A expectativa é que isso ocorra ainda nesta semana. Em sua manifestação, o MP decidiu denunciar Kopp e Stangherlin por constituir organização criminosa e por corrupção ativa. Já Barreto foi denunciado apenas pela organização criminosa.
Na análise deste mesmo inquérito, foram denunciadas outras dez pessoas, apontadas pela Polícia Federal como suspeitos de envolvimento em um esquema entre o Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) e empresas do ramo dos controladores de velocidade. Além de servidores do Ipuf e vereadores, foram denunciados ainda os empresários José D’Agostini Neto e José Norberto D’Agostini, proprietários da empresa Focalle, por constituir organização criminosa, corrupção ativa, fraudar licitação e peculato. Os advogados de Eliseu Kopp reiteraram que suas manifestações acontecerão apenas nos autos do processo.
Publicidade