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Escândalo no tênis

Brasileiros dizem ter sido ameaçados por apostadores

É alta a temperatura no tênis mundial, e não só pelo início do Aberto da Austrália, no último domingo, 17. O noticiário em torno do esporte esquentou com a revelação de que a emissora britânica BBC e o site Buzzfeed News possuem documentos com evidências de partidas combinadas entre atletas. Eles revelam que, na última década, 16 jogadores do top 50 da Associação de Tenistas Profissionais (ATP) teriam sido investigados por fraude. A emissora, contudo, não revelou nomes.

Em meio às denúncias, os brasileiros André Ghem (152º) e Rogério Dutra da Silva, o Rogerinho (116º), disseram à Folha de S. Paulo que nunca receberam propostas de combinação, mas já sofreram ameaças de apostadores por causa de determinados resultados. Ghem lembra um episódio que envolveu sua família. “Houve situações em que perdi um jogo em que, em tese, era o favorito e recebi mensagens nas redes sociais. Eram apostadores”, revelou. Rogerinho também foi vítima de coação. “Já recebi e-mail com ofensas após perder um jogo que, digamos, eu não deveria”, afirmou.

Número 1 do ranking, o sérvio Novak Djokovic garantiu na segunda-feira, 18, que recebeu oferta de 200 mil dólares (R$ 800 mil) para entregar um jogo em 2007. “É claro que recusamos (ele e sua equipe) imediatamente”, afirmou o tenista logo depois de derrotar o sul-coreano Hyeon Chung na estreia do torneio, na Áustrália.

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