Apesar de não considerar ruim o empate em 0 a 0 no clássico deste domingo na Arena, o técnico Celso Roth esperava mais. Segundo ele, o Inter criou as melhores oportunidades. “Não saio comemorando. Nós montamos uma estratégia e ela funcionou: o Grêmio não teve oportunidades, teve até volume em determinandos lances, mas as chances claras foram nossas. Estamos aqui agora amargando um empate. Foi um jogo bem disputado, de marcação, característico de um Gre-Nal”, disse.
Para o treinador, o árbitro Francisco Carlos do Nascimento fez “um papelão” ao dar o cartão vermelho para o volante Rodrigo Dourado no lance em que foi agredido pelo lateral Edílson. “Quando nós achamos o nosso equilíbrio, o juiz fez o papelão: expulsou o jogador que fazia a transição defesa-ataque. Quando ele teve a decisão para compensar – porque a expulsão do Edílson foi correta, a do Rodrigo não… ele não fez absolutamente nada. Não sei o que vai colocar na súmula, vai ter que procurar. É uma situação complicada, e ali tirou nossa força. O Rodrigo estava antecipando, pegando a segunda bola, mas depois da expulsão tivemos que recompor. Fomos os mais prejudicados, porque mexeu no nosso meio-campo. A arbitragem tem suas interrogações, e o Inter sai amargando um empate que poderia ter sido melhor”, considerou.
Roth também comentou a situação do meio-campo para a partida contra o Santa Cruz, em que dois titulares estarão suspensos. “É uma situação que a gente vai ter que pensar. O Eduardo entrou muito bem, o Fabinho era titular até pouco tempo. Mas antes de pensar no Santa Cruz, temos que pensar na Copa do Brasil, um clássico do futebol brasileiro, e vamos remontar a equipe. Estamos fazendo um trabalho de aproveitar as características do grupo. Não é por fazer, mas por conhecer as características do grupo. É um jogo de xadrez, vamos caminhando até achar o ponto. O Inter é maior do que isso, e tem condições de fazer um final de campeonato e, quem sabe, uma Copa do Brasil do nosso tamanho”, concluiu.
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