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Economia

Dólar recua de olho em ajuste fiscal e sinais sobre rumo dos juros nos EUA

O dólar tem queda sobre o real nesta quarta-feira, 18, após o Congresso ter mantido o veto da presidente Dilma Rousseff ao reajuste dos servidores do Judiciário, o que poderia agravar o deficit nas contas públicas do país. Os investidores seguem à espera da divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos).

Às 11h30 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, recuava 0,07%, para R$ 3,806 na venda. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, caía 0,23%, para R$ 3,808. Entre as 24 principais moedas emergentes do mundo, o dólar perdia força sobre 14.

Apesar de ter sido mantido o veto de Dilma, o resultado foi apertadíssimo e simboliza a grande dificuldade da presidente de assegurar a fidelidade de sua base de apoio no Congresso. Dilma vetou o reajuste em julho, sob o argumento de que seria insustentável para o país, mas desde então os parlamentares ameaçavam derrubar essa decisão.

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No exterior, a expectativa pela ata da última reunião de política monetária do Fed reflete a busca por sinais que reforcem as apostas do mercado de elevação da taxa de juros dos Estados Unidos ainda neste ano. A expectativa é que a alta dos juros provoque uma fuga de recursos aplicados em países emergentes para os Estados Unidos, encarecendo o dólar. Isso porque a mudança deixaria os títulos do Tesouro americano, cuja remuneração reflete a taxa, mais atraentes que aplicações em emergentes, considerados de maior risco.

O Banco Central do Brasil dará continuidade nesta quarta-feira aos seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação equivale a uma venda futura de dólares.

No mercado de juros futuros, as taxas dos contratos acompanhavam o câmbio e operavam majoritariamente em queda na BM&FBovespa. O contrato de janeiro de 2016 se mantinha estável em 14,190% às 11h30. Já o DI para janeiro de 2021 apontava taxa de 15,500%, ante 15,590% na sessão anterior

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