Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

Saúde

Entidades alertam para o avanço da sífilis

O Conselho Federal de Medicina, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia lançaram nessa sexta-feira um alerta para tentar frear o avanço de casos de sífilis congênita no País. No documento, endereçado para a população em geral, autoridades e médicos, as entidades recomendam a adoção de medidas urgentes.

Como revelou o jornal O Estado de S. Paulo, a taxa de bebês com sífilis congênita em 2015 foi de 6,5 casos a cada mil nascidos vivos – 13 vezes mais do que é tolerado pela Organização Mundial de Saúde e 170% a mais do que o registrado em 2010. Diante dessa situação, o Ministério da Saúde deverá lançar nas próximas semanas um plano para tentar conter a doença.

“A situação está fora de controle”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia do Rio, Mauro Passos. “Os números são vergonhosos. É inadmissível o País ter uma taxa como essa de uma doença que pode ser prevenida”, completou o médico. “Vivemos numa situação de emergência epidemiológica. E algo precisa ser feito”, completou Sidnei Ferreira, da Sociedade de Pediatria.

Publicidade

O crescimento de casos não ocorre apenas para sífilis congênita. Números obtidos pelo Estado mostram que a sífilis em gestante passou de 3,7 para 11,2 casos a cada mil nascidos vivos, um aumento de 202%. Para sífilis adquirida (denominação dada para sífilis na população em geral) a taxa é de 42,7 casos a cada 100 mil habitantes.

“A doença avança por um misto de fatores. Ela é ainda alvo de preconceito. Nem médicos nem pacientes falam do problema”, afirmou Passos. Um dos pontos preponderantes para o aumento de casos foi a falta de medicamentos usados para tratar a infecção, causada por uma bactéria. O antibiótico, penicilina, esteve por pelo menos dois anos em falta. A compra do remédio, usualmente feita por Estados e municípios, passou a ser realizada pelo Ministério da Saúde. Uma manobra para tentar reduzir o desabastecimento tomada, na avaliação de especialistas, tardiamente. (AE)

Entenda

Publicidade

A sífilis congênita pode levar à morte do bebê. Transmitida durante a gestação, a doença pode ser evitada caso a gestante faça um tratamento, ainda nos primeiros meses de gravidez. Números obtidos pelo Estado de S. Paulo, no entanto, mostram que, no ano passado, 50% dos diagnósticos ocorreram no último trimestre da gravidez.

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.