O Avenida deixou a desejar nas partidas em casa no Gauchão. Dos sete jogos diante do torcedor, o time alviverde venceu apenas um, empatou dois e perdeu quatro. Mas a tabela na reta final da competição também influenciou no terceiro rebaixamento do clube em cinco anos. Entre os últimos cinco compromissos, o Periquito enfrentou três times que estão nas quartas de final: Internacional, Brasil de Pelotas e Juventude. Obteve apenas dois pontos: diante da equipe de Caxias do Sul, na Serra, e do União Frederiquense, em casa.
“Sabíamos que a missão era difícil, mas não impossível. Enfrentamos equipes que brigavam pela classificação. Quando assumimos, os primeiros três jogos (Juventude, Frederiquense e Inter) que a gente fez nos davam confiança para chegar nos dois últimos e não cair. A equipe não teve a mesma força”, comentou o técnico Titi.
Sobre o retrospecto ruim em Santa Cruz do Sul, ele lamentou o fracasso em momentos cruciais, como nas derrotas para o Passo Fundo e o São Paulo-RG e no empate com o também rebaixado Frederiquense. “Quando você joga em casa, tem que propor o jogo. Isso requer mais preparo físico e equilíbrio. Infelizmente, nossa equipe não teve capacidade para se impor”, analisou.
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Em seu primeiro ano de mandato, o presidente Marlo João Eisenhardt admitiu que a direção teve a maior parcela de culpa pela queda à Série A2 do Gaúcho. “Os profissionais fizeram o máximo. Temos que assumir”, frisou o mandatário, para quem o apoio da comunidade é fundamental a fim de manter o futebol ativo em 2016. “É sempre meia dúzia de abnegados. Vamos conclamar a comunidade desde já para que dê um pouco mais de força”, ressaltou. Sobre uma eventual fusão da dupla Ave-Cruz, Eisenhardt se mostrou contrário. “Acho que a cidade comporta dois times. Depende do torcedor. Santa Cruz tem 120 mil habitantes e se cada clube contasse com 1% deles no quadro de sócios certamente a estrutura seria ainda melhor”, sentenciou.