Apesar do gosto amargo por ter sofrido um gol nos acréscimos, o técnico Diego Aguirre não deixou de ressaltar a importância do empate em 2 a 2 entre Inter e Atlético-MG no Independência. Ele preferiu exaltar os gols marcados fora de casa, que fornecem vantagem para o jogo de volta no Beira-Rio.
“Foi um bom jogo, muito intenso, bem jogado. Como sempre é quando se enfrentam dois times de qualidade, que aspiram o título. O empate foi bom. Se eu falasse antes do jogo em dois gols, seria excelente. Mas tomar o gol no último segundo deixa uma sensação de tristeza. Tenho que avaliar tudo, na verdade, e o resultado final foi excelente”, disse o treinador.
Diego Aguirre também comentou que teria acontecido uma falta na jogada que resultou no gol de Leonardo Silva, após muita disputa entre os jogadores na grande área. “Fiquei com uma dúvida se não foi falta na última jogada, achei que sim. Também, às vezes, o estádio dá muita pressão e acontecem coisas… não tenho muita certeza, mas acho que foi falta no gol deles. Hoje, estamos mais perto da classificação, essa é a realidade”, declarou.
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Diego Aguirre também explicou sobre as ausências de D’Alessandro e Valdívia entre os titulares e refutou o indício de ter optado pela formação para surpreender Levir Culpi. Ele citou o desgaste, principalmente pela final do Gauchão, e os desfalques, como Geferson e Nilmar, para as escolhas.
“Minha intenção não foi surpreender. Foi por um time que achava que era bom para jogar este jogo. Aconteceram coisas no último jogo, como a perda do Nilmar, do Geferson. Obviamente que se Geferson não estivesse lesionado, seria titular. A opção por Ernando era para fechar um pouco. Ele foi bem. É um grande jogador, que não tem problema para estar à disposição. Usei ele como direito, na linha de três, agora pela esquerda. Cumpriu o que eu esperava dele. Vou cada jogo para tentar ganhar. Valdívia é uma excelente opção para entrar na segunda parte para ganhar o jogo. Tenho muitas opções, como todos sabem. Às vezes, o time não é somente os 11 que entram em campo. Tem três variações, como o Valdívia. Estivemos muito perto da vitória, infelizmente, não conseguimos. Falei para os jogadores no vestiário que estava feliz com a atitude. É dfícil este campo, todo mundo sabe”, resumiu.

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Valdívia entrou em campo e marcou o segundo gol do Inter na primeira jogada
Foto: Alexandre Lops/Internacional
O treinador ainda falou sobre a mística do Estádio Independência, chamado carinhosamente de Horto, destacou a evolução de Valdívia e que o meia é uma opção importante para que a equipe possa ganhar os jogos, principalmente no segundo tempo, também relatou que o grupo trabalha de forma equilibrada, o que permite o rodízio de atletas e finalizou dizendo que o time demonstra bom rendimento, que a torcida aprovou a proposta e por último, que o trabalho está no caminho certo para almejar o título.
“Eu acredito na mística das camisas, da história. Assim como eles têm aqui, o Inter tem no Beira-Rio. Valdívia de um mês para cá é outro jogador. Fiquei feliz com o rendimento. É uma opção válida para jogar, como foi no Gre-Nal, que jogou nos 90. É uma opção excelente. Mas não tem porque começar todos os jogos. A ideia, especialmente para hoje, era ganhar o jogo com ele. E estivemos perto. Obviamente, tomar um gol no final, ninguém gosta. Mas voltar para Porto Alegre com empate em 2 a 2, vale muito. Mas de nada serve se não confirmamos na próxima semana. Ainda temos coisas para melhorar, mas isto está começando. O Inter ilusiona e a torcida está gostando da nossa proposta, do rendimento do time e de jogadores que estão mostrando muita qualidade. Jogadores jovens que estão mostrando qualidade. Temos que seguir por este caminho”, encerrou o treinador uruguaio
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