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Protesto caminhoneiros

Prejuízo para indústria de transformação pode passar de R$ 760 milhões por dia

Federações empresariais do Estado realizaram, na manhã desta segunda-feira, 2, uma avaliação sobre as consequências trazidas pela paralisação dos caminhoneiros no País. A reunião ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), quando foram apresentados alguns números dos principais prejuízos trazidos à economia gaúcha em duas semanas de protestos. O presidente da entidade, Heitor José Müller, chamou a atenção para os problemas de abastecimento que afetam a indústria de forma disseminada, assim como os consumidores. 

Sem transporte, há falta de matéria-prima para produção em diferentes setores, como o metalmecânico, por exemplo. Na indústria de transformação, o prejuízo é, em média, de R$ 760,3 milhões em receita líquida de vendas por dia paralisado. Esse valor equivale, em média, a uma perda de 0,4% do PIB anual. Mas o segmento dos alimentos, por lidar com produtos perecíveis, é um dos mais afetados. “Desde o início, monitoramos a paralisação e suas consequências para a indústria. O abastecimento de peixe para a Semana Santa está ameaçado”, alertou Müller.

A Páscoa será comemorada em 5 de abril e o problema maior ocorre porque os carregamentos estão paralisados, com o agravante de se tratar de vendas para os Estados do Nordeste, onde estão os principais mercados compradores. Ainda que sejam retomados os embarques, haverá um congestionamento nos destinos. Estima-se uma perda direta de receita líquida de vendas de até R$ 152,3 milhões ao dia para a indústria de alimentos do Rio Grande do Sul. 

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Segundo o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto “o Estado está totalmente desprovido de óleo diesel”, o que repercute diretamente no seu setor, que já tem em andamento as safras de soja e de arroz. “Não podemos absorver o prejuízo, temos de colher a lavoura e pagar”. 

Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL), Vitor Augusto Koch, o varejo ainda trabalha com base em estoques, mas setores específicos como o de combustível, farmácia e alimentos perecíveis já são afetados. “Não existe uma negociação em andamento. Queremos uma postura nesse sentido. É extremamente importante esclarecermos à sociedade a probabilidade de um desabastecimento geral. Estamos enfrentando isso diariamente, mas a comunidade ainda não está tendo essa percepção”, enfatizou. 

Já o presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Rio Grande do Sul (Fecomércio), Luiz Carlos Bohn, disse reconhecer as dificuldades pelas quais passam os caminhoneiros, e sugere o “diálogo” como solução aos bloqueios. A presidente em exercício da Federasul, Simone Leite, afirmou que é o momento de se agir em favor da sociedade civil e contra a “baderna”. 

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Também estiveram presentes no encontro representantes de alguns dos principais segmentos do Estado, como avicultura, lacticínios, suinocultura e alimentos, entre outros, além dos secretários da Agricultura, Ernani Polo, e do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco. 

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