“Infelizmente, o resultado da votação contrariou 91% da população gaúcha, que, conforme pesquisa da Fiergs, está contra a elevação do ICMS. Lamentamos que os arranjos políticos e a manobra do retorno de secretários de Estado às funções parlamentares deram a margem necessária ao governo do Estado. O Rio Grande do Sul, que já sofre os prejuízos da situação da economia nacional, agora terá o cenário estadual mais crítico. Portanto, sofremos duas vezes: o ajuste das contas nacionais se soma às dificuldades do Estado”, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, após a aprovação da elevação do ICMS pela Assembleia Legislativa, na madrugada desta quarta-feira, 23.
O presidente da Fiergs alerta para as consequências da decisão. “É uma dupla crise. E o que o governo fará com a receita a mais de impostos? Esta é a questão. Se gastar tudo mês a mês, não terá recursos para os investimentos necessários. Então vamos travar a economia gaúcha, com desemprego, prejuízos sociais, e a redução da competitividade das empresas. O Rio Grande do Sul será um dos Estados mais caros para produzir e viver. Provavelmente, o movimento de mudança para outros Estados vai se ampliar, reduzindo a atratividade de novos empreendimentos”, reforçou.
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