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Educação Ambiental

Arroio Carijinho precisa de ajuda

 
 
Não é de hoje que o Arroio Carijinho precisa de todo tipo de ajuda, a começar pelo trabalho formiguinha de algumas pessoas que retiram entulho e lixo às margens do rio. Enquanto isso, outros, sem o menor senso de educação ambiental, jogam todos os tipos de objetos na mata ciliar ou mesmo dentro do Arroio. Com o objetivo de recuperar esse bem de toda a comunidade regional, o vereador Gerson Lisboa (PP) entregou um projeto de recuperação do Arroio Carijinho à atual administração municipal; estudo esse que já estava sendo realizado há bastante tempo e só não foi executado por falhas no projeto, as quais foram sanadas.
 
O projeto pretende recuperar as características hidrodinâmicas originais, utilizando-se de técnicas de bioengenharia e engenharia natural, através do desassoreamento, contenção das margens e da recomposição vegetal nativa, ao longo de um quilômetro de margem e de leito, recuperando parcialmente a ecologia da paisagem. Sendo uma área de aproximadamente um hectare, de um trecho de uma das nascentes do arroio Carijinho que é afluente do rio Jacuizinho, que por sua vez contribui para o rio Jacuí em sua parte alta. Esse trecho se encontra degradado e descaracterizado por ser alvo de extração irregular de rochas, expondo as margens à erosão e o leito ao assoreamento, impondo modificações no curso de água.
 
Esse trecho do Arroio Carijinho localiza-se dentro de um Parque Municipal e faz parte do manancial que serve para o abastecimento público de um terço da população urbana do município, levando saúde pública à aproximadamente 5.700 habitantes. Paralelamente, deve-se envolver a sociedade local e regional nas discussões acerca da preservação ambiental e de recursos hídricos. A Companhia Rio-Grandense de Saneamento (Corsan) será a realizadora do projeto, tendo como parceira a Prefeitura de Sobradinho. O projeto será coordenado pelo engenheiro Alexandre Stolte; diretor de Expansão da própria empresa, conforme prevê a cópia do documento encaminhado ao prefeito Luiz Affonso Trevisan.
 
O projeto se reporta a uma área dentro do Parque Municipal de Sobradinho, cuja propriedade é do Município. Esta área foi explorada pela municipalidade para a retirada de material para as estradas nas décadas de 70 e 80. Com o encerramento das atividades pessoas da comunidade, que não tinham outra oportunidade de renda, por muito tempo exploraram a área irregularmente. Além da irregularidade das atividades, havia (e há) um grande risco de morte aos cortadores de rocha, haja vista a imperícia e precariedade com a qual se arriscavam ao retirar o seu sustento à beira ou içados com cordas à face dos paredões. Com a intensificação da fiscalização houve uma drástica redução das atividades de exploração, deixando como resultando em uma paisagem de paredões de rocha com solo descoberto. Em anexo ao projeto encontra-se levantamento topográfico e decretos de criação, desapropriação e ampliação do Parque Natural Municipal de Sobradinho.
 
Durante a exploração o rejeito das escavações foi (e ainda é) jogado em diversas partes de nascentes e pequenos contribuintes do arroio Carijinho, isso fez com que o manancial perdesse sua capacidade de transportar a água dentro de sua calha, ou seja, na atualidade o arroio reage de forma a transbordar e não reter a água em situações de chuva um pouco mais intensas. Suas margens em alguns trechos foram deformadas, trazendo problemas ao deflúvio. Além disso, algumas das pontes de travessia de pedestres foram deslocadas e elevadas. Objetivo
 
O projeto será desenvolvido basicamente em três etapas, que sempre serão respaldadas por técnicas de bioengenharia ou engenharia ambiental, que a bibliografia se mostra unanime em afirmar que esses métodos ganhos a qualidade da água bem como cria micro-habitats para a biota endêmica. Espera-se como resultado principal do projeto uma revegetação de 1,2 hectare, ao longo de 1km  de extensão, realinhamento do leito à sua posição original, desassoreando o leito para que esse material dê sustentação à margem, regularização das vazões e melhoramento paisagístico. Dentro da mobilização social espera-se o desenvolvimento, cada vez maior, da educação ambiental e em recursos hídricos nas escolas do ensino público municipal, trazendo a interação dos alunos ao meio ambiente. Que discussões e debates permeiem a sociedade local e regional através da agenda ambiental e de recursos hídricos proposta, dentro da municipalidade e da bacia hidrográfica.

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