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ERS-347

Será que agora sai do papel?

Foto: Gazeta da Serra/Luiz Fernando dos Santos



Um sonho que já dura mais de 30 anos. Desta forma poderia se resumir o asfaltamento entre os municípios de Segredo e Lagoão, num trecho da ERS-347. Desde que a Ordem de Serviços foi assinada, em 22 de setembro, moradores e motoristas esperam com ansiedade o início da obra. Porém, até o momento, somente um “aperitivo” foi dado à população, sobretudo da cidade de Lagoão, que aguarda o desenvolvimento pleno do município a partir do asfaltamento.
Conforme o prefeito Algilson Andrade da Silva, todos desejam que a obra seja iniciada o mais breve possível, chegando a comentar que só apoiaria um determinado candidato quando esta estivesse a pleno vapor. “Estamos aguardando com muita esperança. Eu acredito que nosso sonho vai começar a sair do papel”, disse.
A mesma esperança, no entanto, não é compartilhada por muitos membros da comunidade, como no caso do produtor rural Miguel Arcely Rodrigues, 49 anos, que está descrente com a obra. Para ele daqui há 10 anos o asfalto será inaugurado, em virtude dos exemplos já vistos na região, como os acessos asfálticos a Jacuizinho, Segredo e Ibarama, todos barrados por anos pela burocracia. Miguel também é produtor de leite na região e afirma que para comprar ração ou outros implementos agrícolas, os produtores devem se organizar em grandes grupos, pois as empresas se negam a entregar cargas pequenas no município, alegando que o custo é alto devido à manutenção dos caminhões que normalmente estragam devido às más condições da estrada. “O custo de nossa produção é alto, temos de realizar compras em grupos e assim conseguir um preço mais competitivo:, disse Rodrigues.
 
Outro fator citado pelo agricultor é sobre a venda da produção leiteira. “Vieram empresas para comprar o leite que é produzido pela associação de produtores, mas devido ao estado que se encontra o acesso ao nosso município, algumas desistiram. Hoje entregamos a produção a um bom preço, mas poderíamos tentar um melhor pagamento” disse.

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O caminhoneiro João Alaor Muller, 38 anos, já é um pouco mais otimista, pois acredita que a obra deva sair em menos tempo, mas não no prazo estipulado de 540 dias, após a assinatura da ordem de serviço, que ocorreu dia 22 de setembro no município. João, que diariamente trafega pela esburacada ERS-347, tem um custo com a manutenção de seu caminhão, de aproximadamente R$ 1.500,00 por mês. “Esse é um valor que poderia sobrar no final do mês, mas na condição que se encontra o trecho, não há embuchamento, molas e pneus que aguentam”, lamenta. “Com a assinatura, as máquinas aqui já realizando abertura de bueiros acho que a obra não deva parar, mas vai seguir em ritmo lento”, disse.

 
Leia a matéria completa na Gazeta da Serra dessa sexta-feira.

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