“Quando está escuro e ninguém te ouve, quando chega a noite e você pode chorar, há uma luz no túnel dos desesperados, há um cais de porto para quem precisa chegar. Eu estou na lanterna dos afogados, eu estou te esperando, veja se não vai demorar.
Uma noite longa para uma vida curta, mas já não me importa, basta poder te ajudar. E são tantas marcas que já fazem parte do que eu sou agora, mas ainda sei me virar. Eu estou na lanterna dos afogados, eu estou te esperando, veja se não vai demorar.”
Vai, minha cara leitora, fecha os olhos e escuta essa música dos Paralamas do Sucesso, A Lanterna dos Afogados. Ainda que algum idealizado porto esteja distante, sempre haverá um navio carregado de esperança pronto para zarpar.
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“Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará. A vida vem em ondas como um mar, num indo e vindo infinito. Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu a um segundo, tudo muda o tempo todo no mundo.
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Não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo agora. Há tanta vida lá fora, aqui dentro sempre. Como uma onda no mar, nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia. Tudo passa, tudo sempre passará.”
É isso, meu caro leitor, prepara a prancha da vida e vai surfar nas ondas de 2026, renova a esperança e cante com Lulu Santos em Como uma Onda. Afinal, amanhã será um novo dia.
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A cantora argentina Mercedes Sosa (1935–2009), que não canso de escutar, canta em Todo Cambia, literalmente, que “muda o que é superficial, muda também o profundo, altera o modo de pensar, muda tudo neste mundo.
Muda o percurso do sol quando ainda é noite, muda a planta que se veste de verde na primavera. Muda o pêlo da fera, muda o cabelo do homem velho.
E assim como tudo muda, que eu mude não é surpreendente. O que mudou ontem, terá que mudar amanhã. Mudar tudo muda. Mas isso não muda o meu amor.”
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Enquanto isso…
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Sucedem-se os escândalos. Frequentes e crescentes. Honra, dignidade, ética e vergonha evaporaram. Hoje, os brasileiros são “escravos institucionais e tributários” da elite estatal.
Observe o apequenamento do Congresso Nacional, a vulgarização do Supremo Tribunal Federal (STF) e o populismo do Poder Executivo. Já não simbolizam, nem representam os alicerces da República. Nossa democracia é uma farsa e se resume a uma rotina eleitoral.
Que nossos encontros sociais, a euforia e o otimismo típicos de final de ano não relativizem, nem minimizem a gravidade dos fatos.
São os meus votos para 2026!”
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