A venezuelana María Elena Morán, 40 anos, foi uma das principais atrações da 1a Festa Literária Internacional de Santa Cruz do Sul, realizada em paralelo à 35ª Feira do Livro, em agosto de 2025. Em suas atividades no evento, além de divulgar o romance Os continentes de dentro, seu primeiro publicado pela Zouk, ela também referiu sua alegria pela conquista do Premio de Novela Café Gijón 2022, na Espanha, com a narrativa longa Volver a cuando, então ainda inédita no Brasil.
Pois esse livro acaba de chegar às livrarias. Voltar a quando, em 232 páginas, a R$ 69,90, contextualiza a jornada de tantos venezuelanos que, pressionados pelo regime de Nicolás Maduro, deixam a sua terra natal em direção a outros países nos quais, com mais liberdade e direitos individuais, possam refazer a sua vida. A própria María Elena encarna essa condição, uma vez que há cerca de uma década está radicada no Brasil, hoje em São Paulo (residiu e estudou em Porto Alegre por um período).
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Na história de seu romance, uma mãe venezuelana decide deixar a filha aos cuidados da avó e se aventura rumo à fronteira com o Brasil, depois que o marido a deixou. Mas este reaparece quando ela já está na nova terra, e propõe que eles se desloquem para os Estados Unidos.
Romance de diáspora de um povo, revela a sua atualidade diante de um roteiro cada vez mais frequente. Não apenas em relação à Venezuela, mas no mundo todo, de populações migrantes, desterradas, em busca de dias melhores (ou de alguma mínima segurança, de alegria ou de pertencimento). A arte pode permitir reflexão importante nesse contexto.
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