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AGITAÇÃO

Na cena cultural, 2026 será um ano para fazer contatos

Se 2025 foi um ano com muita agitação na cena cultural em Santa Cruz do Sul e na região, fica no ar a promessa, já muito alvissareira, de um 2026 igualmente movimentado, e nas mais diversas áreas. A primeira referência que se deve ter em mente é que o novo ano marcará a passagem de quatro séculos desde a presença jesuítica em território gaúcho, nessa que foi uma das mais marcantes contribuições sociais e econômicas na história da América do Sul.

A marca jesuítica em terras do atual Rio Grande do Sul decorre de política adotada pela Espanha, que, em 1626, promoveu o começo das missões de conversão junto ao povo guarani, na região então conhecida como Tape. A partir das primeiras reduções implantadas, nos anos seguintes a presença jesuítica se estenderia para o Leste, além do Rio Jacuí, com a fundação da Redução Jesus Maria, junto ao Morro Botucaraí, nas imediações de Candelária, arrasada pelos bandeirantes. Um século mais tarde, a experiência ainda seguia com os Sete Povos das Missões, no Noroeste, só encerrada com o Tratado de Santo Ildefonso, em 1777.

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Ao lado dos 400 anos das Missões Jesuíticas, em 2026 se lembrará também do centenário de nascimento do poeta amazonense Thiago de Mello. E, claro, a Feira do Livro de Santa Cruz do Sul, bem como o Festival Santa Cruz de Cinema, promete muitas emoções para o público. No caso do Festival de Cinema, há até mesmo atração confirmada.

A grande celebração da leitura

Os indicadores de venda de livros (mais de 23 mil obras) e de afluência de público consagraram a 35ª Feira do Livro e a 1ª Festa Literária Internacional de Santa Cruz do Sul em 2025. Agora, a expectativa se volta para 2026, quando os dois eventos, realizados em simultâneo, devem atrair autores e leitores novamente à Praça Getúlio Vargas. A organização costuma divulgar nomes dos homenageados já nos primeiros meses do ano, de maneira que as escolas possam trabalhar obras dos autores. Dentro da tradição do Sesc de programação de qualidade, é certo que vem por aí mais uma grande festa das letras.

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O ator Reginaldo Faria vem aí

Os aficionados do cinema e do audiovisual já podem marcar na agenda: entre 15 e 19 de junho de 2026 há compromisso imperdível. É o 9º Festival Santa Cruz de Cinema, que, uma vez mais, atrairá à cidade e à região realizadores e apreciadores da sétima arte. Entre os destaques, um nome está confirmado: é o do ator Reginaldo Faria, o homenageado desta edição. Carioca de Nova Friburgo, ele fará 89 anos na véspera de sua vinda a Santa Cruz, no dia 11 de junho. Amplamente conhecido por sua atuação como protagonista em dezenas de novelas da Globo, entre elas a recente Fuzuê, também fez muito sucesso no cinema.

400 anos das missões jesuíticas

Um tema que ocupará (e com toda a razão) as atenções da sociedade em 2026 é o da presença jesuítica no Brasil, mais especificamente em território gaúcho. Nesse ano decorrem quatro séculos desde a chegada dos primeiros padres jesuítas, em 1626, à região do Tape, como era conhecido o ambiente indígena no Rio Grande de São Pedro nos primórdios. Trata-se da fase das reduções implantadas na região dos vales (incluindo a de Jesus Maria, junto a Candelária), e que foram arrasadas pelos bandeirantes. Muitas décadas depois dessa tentativa, viriam os Sete Povos da região Noroeste, dos quais restam ruínas, como as da igreja de São Miguel.

Thiago de Mello faria 100 anos

Entre os nomes que ocuparão a cena cultural brasileira em 2026 está o do poeta amazonense Thiago de Mello. No próximo dia 26 de março ele estaria comemorando um século. Faleceu em 14 de janeiro de 2022, aos 95 anos. Entre outras homenagens e honrarias, Thiago foi o patrono da Feira do Livro de Santa Cruz do Sul em 2011, quando passou vários dias na cidade, interagindo com o público na Praça Getúlio Vargas e em outros ambientes, como uma atividade no auditório central da Unisc. Thiago é celebrado como o autor de obras-primas, a exemplo de Faz escuro, mas eu canto e Os estatutos do homem.

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