Doug McCallister (Jack Black) sonhava em ser diretor de cinema desde a infância. Já adulto, ganha a vida em uma produtora de vídeos de casamentos, o que lhe garante uma boa vida, mas ainda assim frustrante.
A oportunidade de virar um cineasta de verdade surge no seu aniversário surpresa, quando o seu melhor amigo, Griff (Paul Rudd), um ator que jamais passou de figurante, propõe refilmar um clássico da infância: Anaconda. Junto com dois amigos de infância, o cinegrafista Kenny (Steve Zahn) e a atriz Claire (Thandie Newton), eles partem para a Amazônia para gravar o filme que pode mudar as suas vidas.
Com um orçamento ínfimo para os padrões de Hollywood, eles decidem usar uma cobra real. Para isso, contam com o apoio do especialista em cobras brasileiro Santiago Braga (nosso tesouro nacional, Selton Mello), que os apresenta a Heitor, sua anaconda, com quem possui uma forte conexão.
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Durante as filmagens na selva amazônica, Griff acaba matando acidentalmente a cobra. Para não interromper as filmagens, o ator e Santiago decidem buscar uma nova anaconda. Contudo, a dupla encontra uma enorme e mortal serpente que passa a persegui-los. No meio do caos, o grupo decide continuar as filmagens enquanto tenta sobreviver ao ataque do predador.
Acreditem, Anaconda pode parecer mais um terror B (de baixo orçamento) de uma cobra gigante. Quem for com esse intuito vai se decepcionar (não à toa, muitos manifestaram isso nas redes). Escrito e dirigido por Tom Gormican (do curioso O Peso do Talento, no qual Nicolas Cage interpreta a si mesmo), o filme é uma sátira à indústria de cinema norte-americana.
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Não estou afirmando que se trata de um humor inteligente e e alto nível, mas de uma necessária ridicularização e autocrítica sobre as produções atuais, que estão cada vez mais interessadas em reviver franquias bem-sucedidas do passado, seja por meio de mais sequências, seja com refilmagens.
E trata-se de deboche explícito. Exemplo disso é quando uma funcionária da Sony fala sobre a ideia de filmar uma nova versão de Anaconda: “Eu sei, estamos sem ideias”. Ou o momento em que um ator afirma que estavam filmando sem sequer ter um roteiro pronto e responde: “Bem-vindo a Hollywood.”
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Para além do sarcasmo, Anaconda consegue explorar a relação entre os quatro amigos. E faz refletir sobre as frustrações da vida adulta, especialmente os sonhos que projetamos na infância e que, infelizmente, não conseguimos atingir. Vá e veja: prepare-se para rir, e fique até o final!
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O tempero brasileiro conquistou o mundo

O novo Anaconda tem no elenco principal grandes nomes da comédia, incluindo Jack Black, Paul Rudd e Steve Zahn. Todos têm seu momento para brilhar e se encaixam perfeitamente nos personagens, gerando empatia e arrancando gargalhadas do público. No entanto, o maior sucesso do filme não está nesses rostos já conhecidos no cinema internacional. Trata-se do nosso tesouro nacional, Selton Mello, em sua estreia nos Estados Unidos.
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No papel de Santiago Braga, Selton mostra para os gringos o seu talento para a comédia. Seu humor único chamou a atenção dos críticos de todo o mundo, que até então o conheciam por seu papel em Ainda Estou Aqui. Apesar da breve participação, o ator traz o tempero brasileiro e arranca risadas cada vez que aparece em cena, sobretudo com a sua cobra, Heitor. Anaconda pode ter defeitos, mas é um marco importante para nosso astro. Que venham mais participações mundiais!
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