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Artes feitas por mulheres com materiais recicláveis estão em exposição em Santa Cruz

Integrantes do grupo Compartilhando Arte expõem seus trabalhos no Centro de Cultura Jornalista Francisco José Frantz | Foto: Julian Kober

O Centro de Cultura Jornalista Francisco José Frantz, em Santa Cruz do Sul, sedia até o próximo dia 30 a exposição dos trabalhos artesanais do grupo Compartilhando Arte. As visitas ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30.

Formada por cerca de 30 mulheres, a iniciativa é da equipe da Unidade Básica de Saúde Verena, coordenada pela agente de saúde Adriana Pinheiro dos Santos. Conforme Adriana, a oferta de grupos de convivência é uma das atividades da UBS e que ganha cada vez mais força. A exposição, segundo ela, atendeu a um pedido das participantes, valorizando o trabalho que elas têm desenvolvido e permitindo que o público conheça.

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As atividades começaram em março de 2025 e contam com a orientação das artesãs Lili Salva, Sônia Maria Seibel e Solange Seidel. Nas aulas de artesanato, que ocorrem todas as segundas-feiras, as mulheres aprendem a transformar materiais recicláveis que seriam descartados em arte. Papelão, plástico, vidro e outros são utilizados para compor as peças. 

Entre os trabalhos estão as decorações de Natal que enfeitaram a Praça da Verena, feitas com caixas de leite e garrafas pet. “Você transforma algo que aparentemente não tinha nenhum valor em uma peça decorativa e útil”, ressaltou Lili.

Para além do ensino técnico, a iniciativa visa estimular o empreendedorismo entre as mulheres, especialmente as de baixa renda, e a autonomia financeira. E o que começou como uma paixão transforma-se em um empreendimento lucrativo.

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Mais do que isso, é também uma maneira de contribuir para a saúde mental das participantes por meio do acolhimento e da troca de experiências. “Há todo esse processo da saúde mental que envolve o artesanato. O artesanato já é, por si só, uma terapia”, explicou Lili.

É o caso da diarista Maria Marinês Grasel, de 47 anos. Moradora do Bairro Arroio Grande, Marinês aprendeu no grupo a decorar garrafas com biscuit, ressignificando o material reciclável. “Não fazia ideia de como trabalhar com biscuit antes o curso. Fui fazendo até aprimorar”, contou.

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Hoje Marinês passa as madrugadas aperfeiçoando as suas obras, enriquecendo o material e adicionando novos detalhes. Para ela, foi uma maneira de lidar com a depressão. “Mudou a minha vida. Mesmo que eu não venda, fico feliz só de olhar as peças e ver a capacidade que eu tenho para fazer”, afirmou. Para ela, a exposição é uma maneira de fazer com que o público conheça o seu trabalho e o das colegas.

O artesanato se transformou em terapia para a diarista Maria Marinês Grasel | Foto: Julian Kober

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