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FORA DE PAUTA

O ciclo e o siso

Foto: Freepik.com

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O calendário marcou o dia 17 e, num piscar de olhos, a metade de janeiro de 2026 já ficou pelo caminho. O mundo, alheio às nossas promessas de champanhe e lentilha, continua girando seus mesmos 360 graus, com a Terra teimando em dar aquela volta milenar ao redor do Sol sem pedir licença. A rigor, nada mudou além da folha de papel na parede, mas a gente insiste – e com razão – na mística do novo ciclo.

Afinal, se não fosse a ilusão do recomeço, como aguentaríamos a repetição das contas a pagar e o calor senegalês que nos faz questionar por que não nascemos pinguins? Janeiro é aquele mês em que a esperança ressurge com a força de um centroavante em início de campeonato. Planejamos a academia, a economia e a salvação do planeta entre um feriado e outro, enquanto contamos os dias para as férias (ou o lamento pelo fim delas).

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Mas 2026 não é um ano qualquer de “mais do mesmo”. O menu de distrações e deveres está caprichado. Temos a Copa do Mundo para testar nossos corações e as eleições para testar nosso juízo. É o ano em que o brasileiro precisa equilibrar a corneta do estádio com o siso (seriedade) das urnas. Escolher quem decide nosso futuro pelos próximos quatro anos exige mais reflexão do que escalar a seleção ideal.

É curioso como esperamos que o ano seja “novo” mantendo velhas atitudes. Queremos um planeta sem catástrofes climáticas, mas às vezes falhamos no básico da calçada de casa. Esperamos que os políticos sejam santos, mas esquecemos de checar o histórico antes do voto. 2026 será, em grande parte, o que fizermos dele nas pequenas brechas do cotidiano.

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Claro, haverá as surpresas que nem búzios ou algoritmos preveem. O imprevisto é o tempero (às vezes amargo) da vida. Mas encarar o desconhecido com pessimismo antecipado é o caminho mais curto para o fracasso. Se a energia negativa fosse combustível, o mundo já teria parado.

Que o novo ciclo não seja apenas uma mudança de data, mas de postura. Entre o Carnaval e o Natal, temos 365 chances de não repetir os erros de 2025. Que a gente aproveite a oportunidade para reescrever a história com mais ação e menos “post” de boas intenções. Afinal, o sol nasce para todos, mas a sombra a gente é quem planta.

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