A cabeleireira Vânia Cappellari, nome conhecido em Santa Cruz do Sul, tem uma trajetória profissional moldada por meio de muita dedicação, estudo, treinamento, atualização e responsabilidade, além do talento próprio, é claro.
Seu caminho começou a ser traçado quando ainda era uma criança. Ela conta que entre as brincadeiras, pentear e cortar os cabelos das bonecas eram as preferidas, mesmo que os cortes não ficassem perfeitos, afinal “eram cabelos de boneca”, como ela salienta. Com o tempo, quando já estava um pouco maior, teve a sua primeira experiência de corte em uma pessoa. A corajosa cobaia foi sua mãe. “É claro que não ficou aquele corte! Eu não tinha experiência e nem talento, pois uma coisa é certa: todo o talento deve ser burilado”, garante.
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Um tempo depois disso, Vânia ingressou no mercado de trabalho. Sua primeira experiência profissional foi numa tradicional loja de calçados que existia em Santa Cruz. Na época, ela já chamava a atenção das colegas por conta de como arrumava o próprio cabelo. Um dia, uma trança, no outro, uma amarração diferente. Para ela, era a sua vocação dando os sinais. E isso foi confirmado num período de férias, quando Vânia foi passá-las na casa de uma tia, irmã mais nova de sua mãe, em Guaíba. “Minha tia tinha um salão e ele era bastante movimentado. Passei minhas férias por ali, auxiliando. Ajudava entregando um pente, lavando cabelos ou o que quer que ela precisasse. Ao mesmo tempo, minha tia ia me ensinando as coisas básicas de um salão e eu saí de lá apaixonada pela profissão. Eu percebi que tinha cada vez mais talento e vontade de seguir nela”, lembra.
Novos ares
No início dos anos 80, recém-casada, Vânia mudou-se para Santa Rosa, no Noroeste do Estado. Lá começou a trabalhar como secretária numa empresa de fundição. Logo fez amizade com as colegas, das quais sempre arrumava os cabelos quando combinavam de sair nos fins de semana. Não demorou para que a esposa de um dos diretores da empresa percebesse seu talento. “Lembro bem o dia que ela me fez a proposta para fazermos um curso de cabeleireiro para, então, abrirmos um salão na cidade. Aceitei na hora! Saí da empresa e, durante seis meses, duas vezes por semana, íamos para Ijuí, cidade próxima, para fazermos o curso com o Beto Cabeleireiro, um famoso profissional da época. Optamos por dividir as especialidades e, naquele momento, me dediquei a cortes e penteados”, conta. Dessa união surgiu o seu primeiro empreendimento: o Salão de Beleza Realce, no qual trabalhou por cerca de oito anos.
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Passados 10 anos de sua chegada em Santa Rosa, aconteceu a volta para Santa Cruz. Com a experiência na bagagem, Vânia abriu seu salão na cidade. Na época, em uma casa alugada, na Rua Neumann, endereço onde trabalhou por muitos anos. Com o tempo, veio a oportunidade de adquirir seu próprio imóvel e, naturalmente, o salão foi transferido para lá, onde está até hoje.
Amor pelo que faz
Vânia garante que é uma pessoa que tem muita curiosidade e que está sempre buscando por mais informações, principalmente na área que escolheu para trabalhar. Ela conta que no período da pandemia, quando não se podia fazer cursos presenciais, ela procurava os online disponíveis. “Mas eu fazia cursos com os talentos da área. Eu não buscava pessoas que tinham menos conhecimento que eu. Pelo contrário, eu ia atrás de quem tinha mais conhecimento que eu, para que eu pudesse ter a referência no meu trabalho”, avalia.
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Entre os profissionais que a vem inspirando, Vânia fez vários cursos de corte com Rô Siqueira, de São Paulo, que ela considera uma “fera” nos cortes e o tem como sua base. Suas referências de penteado são Joaquim e Letícia Rigolim, do Paraná, e Sônia Lopes, de São Paulo. “Estou sempre me atualizando, fazendo cursos, porque a gente sabe que a moda muda e o profissional, mesmo que tenha muitos anos de trabalho, precisa evoluir e buscar a modernidade. E eu me sinto assim, uma profissional que está em constante evolução”, diz.
E hoje, nesta data em que se comemora o Dia do Cabeleireiro, Vânia garante que ama o que faz e se sente realizada. “O trabalho para mim não é obrigação, mas sim uma satisfação. Ao longo do tempo fiz mais que clientes, fiz amigas, estando sempre focada na expectativa de realizar o desejo delas”, conclui.
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A data
O Dia Nacional do Cabeleireiro é comemorado oficialmente no dia 19 de janeiro. Essa data comemorativa foi instituída através da Lei nº 12.592, de 18 de janeiro de 2012. No seu artigo 5º, consta que a mesma deve ser comemorada no dia da promulgação da lei. Contudo, apesar de ter sido promulgada no dia 18, no artigo 6º consta que a lei somente entra em vigor na data da sua publicação, o que aconteceu no dia seguinte, em 19 de janeiro, tornando esta a sua data oficial.
Antes da oficialização da data, no entanto, muitos profissionais comemoravam o dia 3 de setembro, sob sugestão da Federação Nacional de Cabeleireiros. Em alguns cantos do País, o dia 3 de novembro também é considerado Dia do Cabeleireiro. Foi nessa data que faleceu São Martinho de Porres. Pelo fato de Martinho ter aprendido o ofício de barbeiro antes de decidir se dedicar à vida religiosa e, no convento, entre outros trabalhos, cortar o cabelo dos frades, recebeu o título de padroeiro dos cabeleireiros.
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