Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

DIRETO DA REDAÇÃO

A um mês da Expoagro

Passado o Carnaval (ao menos no calendário, uma vez que ainda há atividades alusivas previstas, fora de época, inclusive em Santa Cruz do Sul), a rotina de 2026 começa a se estabelecer. Em especial com o início do ano letivo: escolas municipais retomaram atividades na região e as estaduais igualmente voltaram na quarta-feira. Com isso, estudantes e, naturalmente, seus pais encerraram o período de veraneio, retornando para casa após os passeios ou o veraneio. Um ano que se espera que seja profícuo e repleto de novos conhecimentos aguarda pela frente.

No mesmo embalo, na próxima terça-feira começará a contagem regressiva para a abertura, no dia 24 de março, da 24ª Expoagro Afubra, em Rincão del Rey, no interior de Rio Pardo, às margens da BR-471, evento que se estenderá até o dia 27, como vitrine por excelência do que de mais vanguardista a agricultura familiar tem à sua disposição. A Gazeta do Sul esteve no parque em janeiro para conferir o estágio das lavouras demonstrativas, situação detalhada em reportagem na edição de 23 de janeiro, quando faltavam dois meses até a feira. Na próxima terça, nova panorâmica será apresentada, agora 30 dias antes desse grande ponto de encontro de produtores, empresários, especialistas e fornecedores de tecnologias para o campo.

LEIA TAMBÉM: O ano sob o embalo do agro

Publicidade

Não há como a região não voltar seus olhos para a Expoagro Afubra. Seria, em comparação rápida, como deixar de reparar na Copa do Mundo para aficionados do futebol. O que as pequenas propriedades identificadas com o tabaco têm a apresentar obrigatoriamente dialoga com esse evento, organizado pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

Não é despropósito lembrar que a diversificação foi, desde os primórdios, um motivador para a criação da própria Afubra. Há mais de 70 anos, portanto, essa entidade difunde alternativas econômicas em toda a agricultura familiar. E, no entanto, o tabaco segue, ano após ano, imbatível como fonte de renda no Sul do Brasil. No caderno Safra, que circulará na Gazeta do Sul do próximo final de semana, será possível ter dimensão clara do que isso representa no meio rural. Bastaria inquirir à secretária estadual da Fazenda, Pricilla Maria Santana, o que os recursos do tabaco representam para as finanças gaúchas. E se pode buscar depoimento do rio-pardense Edivilson Brum, secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), ou ainda do secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, para ter percepção de quanto o tabaco impacta a realidade estadual.

LEIA TAMBÉM: Tem Bailinho, e muito mais!

Publicidade

A Expoagro Afubra e os produtores de tabaco são a maior evidência de que diversificação eficiente é uma tradição nesse setor. Como veículo de comunicação, a Gazeta do Sul o testemunha ao longo das décadas. E só não o sabe quem nada entende de tabaco ou nem sequer visita uma propriedade rural. Não raro, alguns outros atores, um tanto desconectados da realidade, tentam pegar carona e posar de entendidos. No início de dezembro de 2025, de modo um tanto afoito após o encerramento da 11ª Conferência das Partes (COP-11) da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, realizada em novembro em Genebra, na Suíça, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lançou Programa Nacional de Diversificação de Áreas Cultivadas com Tabaco. Tirando o alarde do anúncio (e até este foi pouco), nada foi feito. Resta saber se até a próxima COP, em 2027, haverá algo a apresentar além do texto da portaria.

LEIA MAIS COLUNAS DE ROMAR BELING

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Publicidade

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.