Esclareço, de início, que o texto a seguir não possui qualquer viés político. Trata-se de uma análise técnica de um artigo disponível no sítio Aulas de Negócios, de autoria do meu amigo Alex Kunrath, líder de projetos da IDAti Consultoria e Treinamento.
“Se tornou rotineiro nos depararmos com notícias positivas sobre a economia brasileira. Mas alguns cruzamentos de dados, muitas vezes desconhecidos para uma ampla gama da população, nos trazem a realidade sobre como está a situação econômica nacional.
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Vamos começar pelo crescimento do PIB brasileiro, com indicação de crescimento na ordem de 2,3% em 2025. Porém, nossa dívida aumentou em 2,4%. Nosso endividamento público vai gerar um baque na economia nacional em 2027, momento em que as receitas tributárias não serão suficientes para pagar os gastos governamentais. Lembrando: 34% do nosso PIB é composto por tributos. Uma das maiores cargas tributárias do mundo não será capaz de fechar as contas ano que vem.
Se as contas do governo estão no vermelho, como andam nossas empresas? Nisso temos um recorde histórico que consiste em falências e pedidos de recuperação judicial. Em 2025 tivemos um total de 1.990 solicitações de pedidos de recuperação judicial no país, um salto de 56,4% em relação aos 1.272 pedidos registrados em 2024. Analisando os dados disponíveis, o Brasil registrou quase 2 milhões de baixas de empresas nos dois primeiros quadrimestres de 2025.
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Um detalhe importante: 40% das empresas que entram em recuperação judicial vão à falência. Trata-se de uma situação crítica para qualquer negócio. E a população? Novos recordes de endividamento. Cerca de 81,7 milhões de brasileiros estão com contas em atraso, praticamente a metade da população adulta. O endividamento das famílias brasileiras alcançou cerca de 80,2% dos lares em fevereiro de 2026.
Sobre o desemprego, com “mínima histórica” de 5,4%, vou explicar em uma frase: o desemprego no Brasil é relacionado às pessoas que efetivamente buscaram um trabalho formal nos últimos 30 dias. Quem não buscou emprego, seja porque já desistiu de encontrar colocação profissional, seja porque está feliz com algum benefício do governo e prefere atuar apenas informalmente, não entra nessa estatística.
Concluo apenas com esses dados que estamos diante de uma situação econômica dramática. E ainda iremos piorar muito em 2027, independente do governo que assumir a gestão no próximo ano.
Perceba: esse é um raio-x, um exame superficial que já nos mostra a verdade. Cuidado com os dados apresentados como ‘verdade absoluta’. O Brasil não é para amadores”.
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