A entrada de um novo ano é o aniversário das nossas esperanças. E isso é bom e saudável. Bom, porque todo início promete coisas novas. Saudável, porque depois de uma longa caminhada, qualquer pessoa tem o seu desempenho afetado pelo cansaço e pela mesmice do que faz.
É aí que chegam as férias, ansiadas, que, ao final, darão lugar a uma boa saudade do trabalho. De volta às lides, nova e descansada, ela – a pessoa – estará plena de ideias e expectativas. Então, as antigas atividades parecem, de súbito, novas e interessantes.
O mesmo acontece com nossos propósitos, anualmente listados em reluzentes agendas. Todos lembramos de promessas como:
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- neste ano tratarei melhor minha mãe pois, mesmo ela sendo quase insuportável, só quer o meu bem;
- estudarei mais;
- terei mais paciência com meus irmão e primos;
- trocarei os chocolates, que só me trazem espinhas, por boas notas na escola;
- organizarei de vez o meu guarda-roupas;
- lerei mais e melhores livros;
- farei um trabalho solidário, no meu bairro.
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São projetos elogiáveis, que quase todos temos, mas que perdemos de vista à medida que as folhas dos dias e meses caem dos calendários e as umidades do inverno oxidam nossas melhores intenções. E, ano após ano, a vitória é da frustração, até que desistimos de usar agendas, ou de fazer planos.
Quem sabe melhor seria reduzirmos nossas expectativas a níveis mais realistas?
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Nos últimos anos, tenho usado a seguinte tática: em uma das primeiras páginas da agenda nova registro, a lápis, uma dezena de propósitos. Quando os alcanço, passo a caneta por cima, iluminando meus sucessos. Ao final do ano, tenho pelo menos metade dessas expectativas alcançadas. Quanto aos itens que permaneceram a lápis, releio-os para ver se ainda são importantes (não raras vezes, os maiores sonhos não resistem a um verão). Os objetivos que se mantenham vivos seguem para a nova agenda.
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Esse é um plano que concebi para diminuir minha insatisfação e, sobretudo, para ser feliz com os resultados possíveis.
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Quem sabe os leitores tenham outros segredos, mais eficazes? Ema caso positivo, enviem-nas, por favor, para [email protected].
Obrigada!
Meu grande projeto para 2026 é conhecer novas picadas e linhas da nossa história santa-cruzense. Em 2025, conheci o Alto Paredão e a Linha Santa Cruz e fiquei comovida em como a felicidade pode ser simples e natural.
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