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Aos 74 anos, Henrique Mecking tem sua trajetória no xadrez eternizada em biografia

Nessa sexta-feira, 23, um santa-cruzense ilustre comemorou 74 anos, ainda que tenha tido relação um tanto difusa com a sua terra natal, que carregará para sempre em sua biografia. Maior enxadrista brasileiro de todos os tempos, Henrique Costa Mecking, o Meckinho, reside há quase quatro décadas em Taubaté, cidade de 322 mil habitantes, a 130 quilômetros de São Paulo, capital.

Se acaba de fazer aniversário, um grande presente está por chegar. A Todavia tem em pré-venda, desde o início da semana passada, o livro Entre bispos e reis: a trajetória de Mequinho, um gênio brasileiro do xadrez, de autoria da jornalista paulista Uirá Machado, que integra a equipe da Folha de S. Paulo. Em 496 páginas, o volume, disponível por R$ 139,90, resgata os principais fatos associados à caminhada de Mecking nesse esporte.

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Mequinho projetou-se como fenômeno de escala global. Basta referir que em 1977, por volta dos 25 anos, ele era o terceiro no ranking da Federação Internacional de Xadrez, em uma época na qual grandes expoentes encontravam-se em atividade. Eram os casos do russo Anatoly Karpov, então campeão mundial; do também russo Viktor Korchnoi, segundo no ranking, e de Bobby Fischer, outro campeão mundial dos anos 70.

Tudo começou em 1952, quando Henrique nasceu, em Santa Cruz, filho de Paulo Hugo e Maria José Mecking, casal que viera de Pelotas, sendo que seu pai atuava no Banco do Brasil. O filho estava com poucos meses quando a família retornava ao Sul do Estado, desta vez para São Lourenço do Sul, como ele detalhou à Gazeta do Sul em entrevista concedida em dezembro de 2019.

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Teve sua formação inicial em Pelotas, onde passou a se aperfeiçoar no xadrez, e de lá se transferiu a Porto Alegre para cursar Física na Ufrgs. Mas foi o xadrez que o cativou, e, graças a um cargo que recebeu no Ministério da Educação e Cultura, mudou-se para o Rio de Janeiro a fim de se dedicar a sua grande paixão.

Carreira sofreu interrupção, no auge da fama

A carreira de Mequinho sofreu uma interrupção quando ele estava no auge da fama. Em 1978, ele teve de se afastar das competições de xadrez por causa de uma doença grave, a miastenia, que se manifestou nos meses anteriores e compromete o sistema nervoso e os músculos. Em meio ao tratamento médico, ele começou a frequentar a Renovação Carismática Católica, e nesse contexto de apoio espiritual, pela fé e pela religião, encontrou a cura. Pôde retornar ao seu esporte predileto em 1991, e de imediato com ótimos resultados. Mas a partir do envolvimento com a Renovação Carismática passou a se dedicar a atividades religiosas, tanto em Taubaté quanto em outras regiões do Brasil e até no exterior. No entanto, continua disputando partidas de xadrez em eventos e em simultâneas, nas quais segue imbatível.

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Mequinho Iluminado

A biografia de Mequinho começou a tomar forma durante a pandemia, quando o jornalista Uirá Machado determinou-se a se familiarizar mais com a prática do xadrez. Em meio ao aprendizado, descobriu que um brasileiro havia rivalizado com alguns dos maiores mestres internacionais desse esporte, entre eles o multicampeão russo Garry Kasparov, hoje com 62 anos, um ídolo de gerações ao longo dos anos 80 e 90.

A partir dessas primeiras informações, Uirá constatou que, na verdade, Mequinho residia não longe da capital paulista, em Taubaté, e passou a reunir mais material sobre ele. O entusiasmo por esse personagem foi tanto que não demorou a evoluir para o interesse em escrever sobre ele. Talvez nem imaginasse que sua pesquisa resultasse em um volume de quase 500 páginas, como o livro Entre bispos e reis, que a Todavia colocou em pré-venda, para lançamento no começo de março.

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Na produção dessa ampla biografia, realizou mais de cem entrevistas e consultou dezenas de livros (entre os quais os de autoria do próprio Mecking, como Mequinho: o xadrez de um grande mestre, em parceria com Adriano Caldeira, de 2021; e Como Jesus Cristo salvou a minha vida, de espiritualidade cristã, cuja primeira edição é de 1981). Além disso, conferiu inúmeros artigos científicos e cerca de 7 mil reportagens. Não apenas detalha a caminhada do enxadrista, como contextualiza esse esporte, revelando a sua longa história e a sua surpreendente vitalidade atual.

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