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NO BANCO DOS RÉUS

Apontado como mandante de homicídio, Marcelinho é julgado nesta quarta-feira

Foto: Rafaelly Machado

As responsabilidades por um dos homicídios mais marcantes ocorridos nos últimos anos em Santa Cruz do Sul estão sendo julgadas nesta quarta-feira, 24. O homem apontado como mandante do crime está no banco dos réus, em júri popular – tendo como jurados cinco homens e duas mulheres da comunidade – que acontece no Fórum e é presidido pela juíza Márcia Inês Doebber Wrasse. Também está sendo julgado o acusado de atuar como motorista da quadrilha de assassinos.

Marcelo do Carmo, o Marcelinho, e Júlis Samaroni de Oliveira, 27, respondem por um crime cometido em 27 de agosto de 2018. Naquela noite, por volta das 19h15, criminosos armados, a bordo de um Fiat Palio vermelho, assassinaram a tiros Denian Marcel de Oliveira, de 19 anos, na Rua Irmão Emílio, Bairro Várzea, próximo ao cruzamento com a BR-471. Eles ainda tentaram matar o irmão dele, Kevin Luan de Oliveira, então com 20 anos.

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Embora os dois tenham sido levados ao Hospital Santa Cruz, Denian acabou não resistindo e morreu após sofrer uma hemorragia interna por ferimentos transfixantes de tórax e abdômen. Já Kevin, atingido por um tiro no pé direito, conseguiu sobreviver. Ao longo da investigação, realizada pela 1ª Delegacia de Polícia (1ª DP), os responsáveis foram identificados.

Denian Marcel de Oliveira tinha 19 anos

São eles João Carlos Godoy, 39 anos; Anderson dos Santos Ramos, de 25 anos; Deividi dos Santos, de 30 anos, Júlis Samaroni de Oliveira, de 27 anos; e Marcelo do Carmo, de 36 anos. Os cinco respondem o processo por homicídio qualificado, com a qualificadora – dispositivo que pode ampliar a pena – sendo com recurso que dificultou a defesa da vítima; e por homicídio tentado, em denúncia do Ministério Público publicada em 6 de novembro de 2019.

Inicialmente, Godoy e Santos seriam também julgados nesta quarta, mas, a pedido do defensor, houve a cisão do processo. Com a solicitação aceita pelo Ministério Público, apenas Marcelinho e Oliveira estão no banco dos reús nesta quarta. O julgamento de Anderson Ramos também vai ocorrer em outro momento a pedido do defensor. A cisão já havia sido aceita nessa terça-feira.

Deividi, João Carlos e Anderson foram detidos na chamada Operação Filhos das Grades, deflagrada no dia 14 de setembro de 2018, que envolveu 43 policiais das 1ª e 2ª DPs, Defrec, DPPA, Deam e DPCA. O primeiro teria fornecido as armas para os dois seguintes efetuarem o crime.

Marcelinho no comando

O trio, que permanece detido no Presídio Regional de Santa Cruz do Sul, teria cometido o homicídio e a tentativa a mando de Marcelo do Carmo, conhecido como Marcelinho, que já estava recolhido no sistema penitenciário à época. O homem de 36 anos é considerado um dos principais matadores do município na última década.

Em 2016, ele foi preso acusado de matar duas mulheres a mando da facção Os Manos, para quem prestava serviços como matador de aluguel. Foi condenado em 2018 a 20 anos de prisão pelo assassinato de Andressa Luana Soares Oliveira em uma boate de Linha Nova, no dia 15 de julho de 2016. Atualmente, cumpre a pena na Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas e foi trazido à Santa Cruz especialmente para o julgamento, sob forte escolta da Susepe.

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Nos crimes julgados nesta quarta-feira, ele teria dado a ordem de execução e comandado a entrega do armamento utilizado. Júlis Samaroni de Oliveira é o único envolvido que responde o processo em liberdade, pois sua participação foi considerada de menor importância na prática do crime, sendo identificado como motorista nas fuga dos assassinos.

O caso teve como pano de fundo o tráfico de drogas. Carmo é defendido pelo defensor público Arnaldo França Quaresma Júnior, que também representa Deividi e João Carlos. O advogado que representa Júlis Samaroni de Oliveira é Roberto Alves de Oliveira. O autor da denúncia pelo Ministério Público é o promotor Flávio Eduardo de Lima Passos.

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