A história de um país pode ser contada em datas: no caso do Brasil, 22 de abril de 1500, 7 de setembro de 1822, 15 de novembro de 1889, e assim por diante. Cumpre acrescentar: 5 de novembro de 1817. Foi o dia em que a arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria chegou ao Rio de Janeiro para casar com D. Pedro, unindo os Habsburgos aos Bragança de Portugal. Leopoldina mudaria o curso dos acontecimentos, tanto ou talvez até mais do que o próprio marido. Começa que, mais do que esposa, era conselheira de primeira hora de Pedro, este sempre intempestivo (para dizer o mínimo), além de mulherengo.
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Com Leopoldina chegava, naquele dia, grande comitiva. Ela era filha de Francisco I, imperador austríaco, que via com bons olhos a união com o reino português, com seus domínios além-mar. Como o Brasil era pouco conhecido então, sempre muito fechado a olhos estrangeiros, Francisco tratou de enviar com a filha grande número de artistas, estudiosos em todas as áreas. Além da nau d. João VI (então rei português, pai de Pedro), que a trazia, vieram as fragatas Augusta e São Sebastião. Nelas artistas de vulto, como Spix, Martius, mais Pohl, Natterer e Thomas Ender, entre dezenas de especialistas. A missão era documentar essa intrigante terra.
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Agora, livro elaborado por um especialista em Leopoldina e nos registros deixados por seus companheiros chega às livrarias. Dona Leopoldina e os viajantes no Brasil, de autoria do historiador da arte austríaco Robert Wagner, é lançado pela editora Capivara, em 452 páginas, em edição luxuosa, com dezenas de ilustrações de época, à venda por R$ 140,00. É uma peça valiosa, digna de figurar como livro de mesa em todos os lares.
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