O futuro do Afloramento Botucaraí, considerado uma das principais janelas para a pré-história no Rio Grande do Sul, mobilizou autoridades e especialistas em debate na Câmara de Vereadores de Candelária. A principal proposta para garantir a integridade do sítio, localizado na base do Morro Botucaraí, é a sua transformação em Monumento Natural, uma categoria de unidade de conservação que permite proteger áreas de grande relevância científica e paisagística.
O geólogo Bruno Ludovico Dihl Horn, do Serviço Geológico do Brasil, classificou o local como um “escritório a céu aberto” de relevância internacional. Segundo Horn, a riqueza paleontológica do afloramento projeta o município no cenário científico mundial, mas corre riscos devido à erosão natural e ao crescimento de vegetação indevida.
Embora as obras de duplicação da RSC-287, que passa rente ao local, não devam causar prejuízos diretos segundo as projeções atuais, o curador do Museu Municipal Aristides Carlos Rodrigues, Carlos Rodrigues, defendeu a proteção legal imediata. “Os órgãos públicos têm a responsabilidade de não permitir que essa janela da ciência se perca”, afirmou Rodrigues ao sugerir a criação do Monumento Natural.
Publicidade
A proposta debatida na Câmara recebeu apoio. Representantes de conselhos e entidades municipais informaram que planejam novas reuniões ao longo deste ano para formalizar a legalização da área.
Reconhecimento
Ao final do evento, o geólogo Bruno Horn recebeu a Medalha “O Candelária”, honraria prevista em lei municipal para personalidades que contribuem para a divulgação do patrimônio fossilífero local. A distinção foi entregue por representantes do Legislativo e da curadoria do Museu Municipal.

Publicidade
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!