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Sobradinho

Brilha um rosto “diferente” na multidão “normal”

Foto: Gazeta da Serra/Emanuelle Dal-Ri



 

Quem já frequentou o Tele Centro Digital, no térreo da prefeitura de Sobradinho, sabe apontar rapidinho qual a pessoa mais feliz do recinto; Franciele Patrícia Degaspari, 30 anos, é só sorriso. E não é só alegria que move essa jovem mulher: é garra, é determinação e, sobretudo, superação. Ela poderia passar despercebida enquanto profissional, uma vez que cumpre suas funções com zelo e muita dedicação, não fosse o fato de ser portadora de Síndrome de Down. A deficiência, no entanto, não se constitui de maneira alguma como barreira para  demonstrar a todos a sua capacidade. É  elogiada e querida por todos. Não é de graça essa empatia que desperta, afinal está sempre com aquele sorrisão.
Mas nem sempre foi assim. Franciele conta que desde o nascimento sofre com os problemas relacionados à síndrome. “Por um minuto, minha mãe conta, faltou oxigênio no meu cérebro. Ela ficou a gravidez toda no hospital. Foi difícil”, diz. Passando a fase da primeira infância, foi para a escola. Primeiro, frequentou uma escola municipal e depois completou o Ensino Médio (sempre indo à Apae). “Eu lembro muito bem dos olhares das pessoas achando que sou uma coitadinha.  Esse preconceito tem que acabar algum dia”, diz.
Quando decidiu ingressar no mercado de trabalho, outro trauma: “Chegava em algumas lojas e, mesmo sabendo que precisavam de pessoas para trabalhar, ninguém me dava emprego”, conta.
 
Conseguiu uma vaga no Supermercado Treviso, onde ficou por algum tempo.  No começo de 2014, foi convidada pelo prefeito Luiz Affonso Trevisan e a secretária de Educação Sônia Souza a fazer parte da equipe da Administração Municipal. A resposta não poderia ser diferente: um sim categórico e cheio de entusiasmo. “Aqui eu me sinto feliz, sou bem tratada e sou respeitada naquilo que faço”, aponta. A servidora, que se considera uma pessoa “elétrica”, gosta de lidar com pessoas e também trabalhar com computadores, motivo pelo qual está no Tele Centro.  “Meu sonho é fazer uma faculdade de Educação Especial, montar uma escolinha para pessoas com deficiência”, explica. O limite para ela não existe. “É  preciso persistir e fazer o que a gente quer de fato. Não vou parar por aqui”, diz esperançosa.

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