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Com mais de mil casos de dengue, situação preocupa em Santa Cruz

Foto: Alencar da Rosa

Santa Cruz do Sul já passou dos mil casos positivos de dengue. O dado foi informado pelo coordenador da Vigilância Sanitária de Santa Cruz do Sul, Tainã Bartel, em entrevista à Rádio Gazeta na manhã desta quinta-feira, 6. Conforme Bartel, o município já teve 1.114 casos da doença desde o início do ano, com um aumento mais expressivo a partir de março.

Apesar da preocupação com a situação, especialmente após a confirmação de duas mortes pela doença no município, há uma queda recente nos casos. “Pela avaliação do epidemiologista, pela curva de casos, já percebemos uma diminuição do índice da doença”, informou o coordenador da Vigilância Sanitária.

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No momento, segundo Bartel, há seis pessoas internadas com a doença, sendo que, em um momento mais crítico, em março, já houve 17 pacientes em hospitais por causa da dengue. “A maioria das pessoas está fazendo tratamento em casa”, comentou.

Apesar da recente queda dos casos, no entanto, o coordenador da vigilância ressaltou que é preciso manter os cuidados com locais de água parada e permanecer atento aos principais sintomas. Segundo ele, os sinais mais clássicos da doença são febre, dor no corpo, dor nas articulações, dor de cabeça na região dos olhos e, no caso de alguns pacientes, presença de manchas na pele, às vezes com coceira.

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O que está sendo feito

Na expectativa de diminuir a circulação do vírus da dengue em Santa Cruz, a Prefeitura vem realizando ações, como os mutirões nos bairros para eliminar focos de proliferação do aedes aegypti. Conforme Bartel, as equipes realizam vistorias nos pátios e buscam, principalmente, conscientizar sobre os cuidados. “A ideia é capacitar o morador, mostrar o que pode estar acumulando larvas e dizer o que ele pode fazer, capacitar o morador para que faça a vistoria no próprio imóvel.”

Além dos mutirões, o coordenador da Vigilância Sanitária atribui a queda nos casos à aplicação de inseticida em alguns pontos da cidade e à queda na temperatura, com a chegada do frio ao Vale do Rio Pardo. A chuva, por outro lado, preocupa.

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“Neste ano tivemos um aumento nos casos da doença porque foi um ano chuvoso, chove e acumula água até em alguns lugares que não conseguimos enxergar”, disse, citando calhas e ralos como preocupações. O alerta de Bartel é para que os moradores vistoriem as casas após período de chuva para conferir os possíveis pontos de água parada.

A previsão também é retornar a aplicação do fumacê na cidade, mas a ação ainda não foi possível por causa da chuva. Segundo Bartel, o inseticida é seguro para os seres humanos e aplicado nos pontos com mais concentração de casos.

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Arroio Grande é o local com mais casos

No início do período mais crítico da circulação da doença, segundo o coordenador da Vigilância Sanitária de Santa Cruz do Sul, Tainã Bartel, o Centro concentrava o maior número de casos. O Bairro Arroio Grande, no entanto, passou o Centro no número de casos e se tornou o local com mais casos registrados.

Os dois pontos são o que Bartel chama de “corredor crítico”. Segundo ele, no mapa de acompanhamento da doença, o comportamento do vírus forma um corredor entre Centro e Arroio Grande. Além destes dois, os outros bairros com maior número de casos são Ana Nery, Senai e Schulz. Todos os bairros da cidade, no entanto, já tem pelo menos um caso registrado.

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Denúncias

A chegada de novos agentes de endemias à equipe de Santa Cruz do Sul deve aprimorar o atendimento às denúncias recebidas pela Vigilância Sanitária. Segundo Bartel, seis agentes chegaram à cidade nessa semana e já passam por capacitação. Outros devem chegar no começo da próxima semana.

Parte deste grupo será direcionado para formar uma equipe especial, com veículo próprio, que deverá responder somente às denúncias enviadas pela população. O canal oficial para envio de situações de acúmulo de água ou terrenos baldios, com fotos e informações, é o e-mail da Vigilância Sanitária: [email protected]

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