A chuva registrada no fim de dezembro trouxe consequências para as culturas agrícolas de verão. O mais recente informativo divulgado pela Emater/RS-Ascar destacou que houve muita instabilidade sobre o Rio Grande do Sul, com acumulados maiores na Metade Norte, especialmente em Santa Rosa e Ijuí, onde chegaram a 200 milímetros.
De forma geral, o órgão constatou que o clima favoreceu as pastagens e as lavouras. No entanto, provocou danos pontuais em certas regiões. O milho, por exemplo, teve sua recuperação favorecida pela chuva. A restrição hídrica de novembro afetou a cultura, mas houve melhora a partir das condições climáticas de dezembro, sobretudo pelas precipitações frequentes e os volumes adequados.
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Conforme o levantamento da Emater, o desenvolvimento das lavouras está satisfatório na maior parte do Estado. A semeadura atinge 92% da área planejada e está concluída em diversas regiões. O cultivo estimado é de 785 mil hectares e a produtividade, de 7,3 toneladas por hectare.
Na região de abrangência da gerência regional da Emater em Soledade, que inclui parte do Vale do Rio Pardo, a área semeada passa de 80%. Com a umidade do solo restabelecida, o crescimento e o desenvolvimento foram normalizados, apesar de não ter sido possível recuperar totalmente as perdas provocadas pela restrição hídrica.
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Volume de perdas ainda será avaliado
O assistente técnico regional em Produção de Grãos da Emater/RS-Ascar, Josemar Parise, ressaltou que a semeadura do milhão na região, sobretudo no baixo Vale do Rio Pardo, começa mais cedo, entre agosto e setembro, enquanto o florescimento ocorre em novembro. E essa etapa coincidiu com a estiagem registrada entre 17 de novembro e 8 de dezembro, o que impactou as lavouras.
Segundo Parise, as perdas, que ainda serão avaliadas, são variáveis, relacionadas ao tipo de manejo do solo e da quantidade de plantas por hectare. No entanto, não deverão impactar significativamente o total da safra. “De maneira geral, o retorno da chuva favoreceu a lavoura do milho”, avaliou.
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Em relação à soja, a Emater afirmou que a semeadura alcançou 93% da área projetada. No entanto, as precipitações volumosas e curtos intervalos de tempo seco não permitiram a redução adequada da umidade do solo para a operação das semeadoras.
Porém, conforme o informativo, as lavouras implantadas no início do período tiveram maior vigor vegetativo devido à combinação de disponibilidade hídrica e temperaturas elevadas, assim como radiação solar satisfatória.
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Na região de abrangência do escritório regional de Soledade, há áreas pontuais a serem semeadas. Segundo a Emater, as chuvas regulares favoreceram o crescimento das plantas, que apresentaram maior estatura e rápido desenvolvimento. E as lavouras registram estabelecimento e sanidade adequadas.
O profissional da Emater ressalta que a estiagem não afetou a cultura da soja no Vale do Rio Pardo pelo fato de estar na fase inicial de crescimento, quando se encontra mais resistente. E o retorno da chuva com frequência contribuiu para o cultivo.
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