A crise econômica bateu no bolso dos bilionários brasileiros. Pela primeira vez desde 2008, o número de bilionários brasileiros na lista da Forbes encolheu. Depois de bater recorde no ano passado, com 65 integrantes no clube dos mais ricos, o Brasil este ano integra a lista com 54 pessoas. A desvalorização do real é uma das explicações para a queda no número de brasileiros, dado que a revista mede fortunas em dólar (acima de US$ 1 bilhão), mas não a única. Reorganização societária e até mesmo os escândalos da Lava Jato ajudam a explicar as quedas.
O empresário Jorge Paulo Lemann, um dos controladores da AB Inbev segue como o brasileiro mais rico, com um patrimônio de US$ 25 bilhões. Lemann ficou US$ 5,3 bilhões mais rico desde o ano passado, ampliando sua fortuna ao ritmo de US$ 14,5 milhões por dia ou US$ 605 mil por hora. Apesar de a lista estar menor, os bilionários que ficaram estão, em média, ainda mais abastados. A fortuna média dos bilionários brasileiros este ano é de U$ 3,35 bilhões, 14% a mais do que os US$ 2,95 bilhões de 2014.
A despeito do câmbio, a lista ganhou sete novatos: Carlos Sanchez, Itamar Locks, Blairo Maggi, Lúcia Maggi, Maurizio Billi, Marli Pissollo e Hugo Ribeiro. José Luís Cutrale, que já figurou no ranking por um ano, em 2000, voltou nesta edição, juntamente com a herdeira do Itaú Maria de Lourdes Egydio Villela, que entrou no ranking de 2013, mas não no do ano passado.
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