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AGRICULTURA

Começa a negociação dos preços para a safra de tabaco 2025/2026

Comissão representativa dos produtores realizou um encontro preparatório | Foto: Luciana Jost Radtke/Divulgação

Representantes dos produtores e da indústria do tabaco iniciaram nessa segunda-feira, 19, em Santa Cruz do Sul, as rodadas de negociação para definir o reajuste da tabela de preços da safra 2025/2026. O primeiro dia do encontro, realizado na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), foi marcado pelo alinhamento interno das entidades de classe e pelas primeiras reuniões individuais com as empresas do setor.

Pela manhã, a comissão representativa – composta pela Afubra e pelas federações de agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e de trabalhadores rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – realizou uma reunião preparatória. O objetivo foi unificar o pleito dos produtores com base no levantamento dos custos de produção, que este ano sofreu atraso devido à alta incidência de granizo e à dificuldade na coleta de dados sobre mão de obra.

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As negociações ocorrem no âmbito das Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs). Como é praxe no setor, os valores discutidos e os índices propostos não foram divulgados no primeiro dia. A expectativa é de que as definições avancem nesta terça-feira, 20, quando o ciclo de reuniões individuais com as fumageiras deve ser concluído.

Segundo o presidente da Afubra, Marcilio Drescher, a sustentabilidade da safra depende da recomposição do custo de produção, conforme prevê a Lei da Integração. Um dos principais gargalos desta temporada é a escassez e o encarecimento da mão de obra na colheita, fator que pressiona as margens do produtor.

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Até o momento, a colheita da safra já ultrapassa 50% nas principais regiões produtoras do Sul do País. Embora o preço final ainda não tenha sido oficializado, a orientação é que o produtor mantenha o ritmo de comercialização.

Caso haja acordo para um reajuste posterior, o valor pago aos fumicultores que já entregaram o produto será complementado pelas empresas de acordo com o índice pactuado.

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