A última semana foi de intensa mobilização da comissão representativa dos produtores de tabaco. Em conjunto, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e as Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag e Fetaesc) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná realizaram visitas a unidades das empresas fumageiras nos três estados, com o objetivo de acompanhar a comercialização da safra de tabaco 2025/2026.
“As entidades representativas dos produtores estiveram nas mais diversas empresas fumageiras dos três estados do Sul onde há compra de tabaco. O principal objetivo dessas visitas foi dialogar com os representantes das empresas, buscando maior valorização para o tabaco produzido nesta safra, que foi tão excepcional. Queremos que o produtor que se dedicou, trabalhou com esmero para produzir um tabaco de qualidade e fez corretamente a separação e a classificação das classes tenha o devido reconhecimento, receba uma remuneração justa e alcance a rentabilidade esperada pelo produto que cultivou ao longo desta safra. No caso do Rio Grande do Sul, onde a classificação é realizada ainda na propriedade, o foco das visitas foi observar a qualidade do produto que está chegando às empresas e analisar sua relação com o preço médio que vem sendo pago ao produtor. Nesse contexto, o objetivo não foi acompanhar a classificação em si, já que o tabaco chega às unidades de compra previamente classificado, mas avaliar a correspondência entre a qualidade apresentada e a remuneração praticada”, afirmam os representantes da comissão.
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Em Santa Catarina e no Paraná, onde o produtor acompanha a classificação de seu tabaco diretamente na esteira das empresas, os representantes da comissão também puderam dialogar com os agricultores e ouvir seus relatos sobre a comercialização. Esse contato direto permitiu observar as percepções dos produtores sobre a classificação, a valorização do produto e os preços praticados no momento da venda.
Durante as visitas, também foram observados aspectos centrais da comercialização, especialmente em relação à qualidade do produto entregue pelos agricultores, o que gerou preocupação entre os integrantes da comissão. “A qualidade desta safra, em geral, é boa, e isso é reconhecido pelo setor. No entanto, muitos produtores podem estar deixando de receber uma remuneração melhor justamente por não fazerem, em alguns casos, a separação e a classificação adequadas do tabaco. O grande problema está nas misturas, quando diferentes classes acabam sendo colocadas no mesmo fardo, e também na presença de muita sujeira junto ao produto, o que compromete sua valorização no momento da comercialização. Por isso, queremos reforçar a orientação para que o agricultor faça essa separação de forma correta e tenha mais cuidado no preparo do tabaco, pois muitas vezes ele tem um produto de boa qualidade, mas acaba perdendo valor na hora da venda em função dessas falhas”, lamentam os representantes.
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A comissão representativa também reforça a mensagem de que “menos é mais”. “É importante reforçar ao produtor que, neste cenário, menos é mais. Diante da atual oferta, não apenas no Brasil, mas também nos demais países produtores, que hoje são concorrentes diretos do tabaco brasileiro, precisamos olhar para a próxima safra com a perspectiva de reduzir o plantio, para que possamos manter a rentabilidade na produção de tabaco no Sul do país. Isso é fundamental”, finalizam.
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