O Comitê Pró-Clima do Consórcio Intermunicipal de Serviços do Vale do Rio Pardo (Cisvale) deu início a uma nova etapa de organização da atuação regional em gestão de riscos climáticos, com a realização de uma reunião técnica voltada à identificação de necessidades e fragilidades das Defesas Civis municipais. No último encontro, que reuniu profissionais indicados pelo grupo para estruturar um diagnóstico, foi determinada a necessidade de um levantamento que servirá de base para ações de capacitação e fortalecimento institucional.
A estrutura e o papel das Defesas Civis nos municípios estiveram entre os primeiros pontos abordados. O coordenador da Defesa Civil de Rio Pardo, tenente Dimas Gottardo, destacou a importância da organização permanente das equipes locais. “É fundamental que a Defesa Civil esteja estruturada e preparada nos municípios, com capacidade técnica e organização para atuar de forma contínua”, afirma. Segundo ele, o fortalecimento institucional é determinante para qualificar a resposta diante de eventos climáticos cada vez mais frequentes.
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O grupo técnico ainda definiu sobre a aplicação de um questionário junto aos municípios, com o objetivo de mapear as principais demandas operacionais, estruturais e técnicas das equipes locais. A iniciativa busca consolidar um panorama regional que permita ao Cisvale atuar de forma mais estratégica no apoio às Defesas Civis, tanto na qualificação profissional quanto na organização de respostas a eventos extremos.
Outro ponto tratado foi a elaboração de atas de registro de preços para aquisição de materiais utilizados em situações de emergência, como telhas, lonas e insumos básicos. A medida pretende dar mais agilidade aos municípios em momentos de crise, além de possibilitar ganho de escala e economia na contratação desses itens essenciais.
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A diretora executiva do Cisvale, Léa Vargas, ressalta que o trabalho técnico é fundamental para consolidar uma atuação mais integrada entre os municípios. “Estamos estruturando um processo que parte do diagnóstico real das Defesas Civis, identificando onde estão as principais necessidades para, a partir disso, avançar com capacitações e soluções conjuntas”, afirma.
Segundo Léa, a organização regional também contribui para fortalecer o papel das Defesas Civis como áreas estratégicas dentro das administrações municipais. O próximo passo do grupo será a consolidação dos dados levantados junto aos municípios, orientando a definição de ações práticas voltadas à ampliação da capacidade de prevenção, monitoramento e resposta da região.
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Uso de dados confiáveis
A qualificação das informações utilizadas no monitoramento climático também integrou a pauta do encontro, diante do aumento no número de plataformas e previsões disponíveis. Para o coordenador da Defesa Civil de Rio Pardo, tenente Dimas Gottardo, o cenário exige atenção por parte dos gestores e das equipes técnicas. “Hoje existe uma grande oferta de previsões, mas nem todas têm base técnica confiável. É fundamental que a população e os gestores acompanhem as informações oficiais, que são construídas a partir de dados seguros e monitoramento qualificado”, afirma.
Segundo o tenente, o uso adequado dessas informações impacta diretamente na atuação das Defesas Civis. “A tomada de decisão precisa estar baseada em dados consistentes, porque isso influencia desde a prevenção até a resposta em situações de emergência”, complementa, ao destacar que tanto a população, quanto os órgãos e entidades governamentais precisam guiar-se pelos canais oficiais da Defesa Civil do Estado.
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